A ciclovia é uma pista exclusiva para bicicletas e outros ciclos, separada do tráfego comum, mas isso não é a realidade no bairro Vila Esperança, em Cubatão. Desde dezembro de 2024, quando a sinalização da pista foi feita, donos de carros passaram a enxergar o trecho como estacionamento, o que oferece perigo de acidentes na via. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O soldador Pedro Henrique, de 30 anos, mora no bairro e tenta utilizar a ciclovia todos os dias. “A gente tem que dividir espaço entre motos, carros e ônibus. Um percurso de 5 minutos vira de 40. É um caos”, diz. “Me sinto colocando a vida em risco. Já presenciei três acidentes”, comenta Pedro. De acordo com ele, o problema piora em horários de pico, quando há mais trânsito entre os veículos. Além disso, os finais de semana seriam piores do que os dias durante a semana. Devido ao transtorno, o soldador diz já ter procurado a Companhia Municipal de Trânsito (CMT), que é responsável pela fiscalização do tráfego, mas a empresa teria dito que nada poderia ser feito para resolver o problema. “Me disseram exatamente com essas palavras: ‘Não podemos fazer nada’”. O que dizem os órgãos responsáveis A Secretaria de Obras (Semob) informou que a ciclovia foi construída pela Prefeitura em convênio com a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) para atender à comunidade de cerca de 30 mil pessoas da Vila Esperança e outros bairros. Quando foi entregue, há cerca de seis meses, a ciclovia estava totalmente sinalizada com tachões, barras de contenção e sinalização vertical de trânsito que foram arrancadas. Desde então, a Administração Municipal faz a reposição da sinalização com frequência, porém o número de ações de vandalismo supera a intensidade da reposição por parte do poder público. A Semob comunicou que já iniciou processo para adquirir e instalar novamente os equipamentos de segurança para o local - com tachões, sinalizações e barras de contenção. Sobre a questão dos veículos estacionados nos locais destinados aos ciclistas, as secretarias de Obras, Manutenção e a Companhia Municipal de Trânsito informam que irão reforçar a fiscalização e já iniciaram campanha de conscientização junto à comunidade para que o problema não se repita. Também disseram que contam com a colaboração dos moradores para que ajudem a fiscalizar as ações de vandalismo, garantindo que as pessoas tenham o direito de ir e vir respeitados.