[[legacy_image_302967]] Cresceram 154% os casos de covid-19 registrados em sete das nove cidades da Baixada Santista em setembro, na comparação com agosto. E foram registradas duas mortes pela doença, uma em Peruíbe e outra em Itanhaém. Médicos da região analisam os números e divergem sobre seu significado, mas reiteram a necessidade de prevenção. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Prefeituras confirmaram 244 casos de covid-19 em setembro, 96 em agosto e 39 em julho. Praia Grande e Itanhaém não enviaram informações — a primeira deixou de monitorar o contágio pelo coronavírus. Santos foi a cidade com o mais registros entre julho e setembro: 104, sem mortes. Mongaguá não teve casos nos últimos três meses. O número de mortes na região caiu, de quatro em agosto (uma em Santos, uma em Peruíbe e duas em Cubatão) para duas em setembro. Julho não teve registro de mortes na Baixada Santista. Praia Grande não monitora mais o vírus. A Prefeitura de Itanhaém não mandou números isolados, mas informou que, de 21 a 27 de setembro, foram confirmados 36 casos. De 28 de setembro até a última quinta-feira, registraram-se 113 — alta de 314% de uma semana para outra. A morte pela covid-19 ocorrida na Cidade neste semestre foi em setembro. Grupos de riscoPara o infectologista Roberto Focaccia, o volume de casos não é alarmante. Porém, reforça que idosos com outras doenças associadas (pulmonares, cardíacas, obesidade mórbida, imunossuprimidas por doenças ou pelo uso de corticoides) continuem adotando as medidas preventivas de controle. “As subvariantes atuais do vírus têm produzido disseminação um pouco maior que as anteriores, mas, felizmente a doença é menos grave. O que esses números podem estar refletindo na região são o inverno, que foi muito quente, atraindo muitos turistas ao Litoral, e baixa vacinação em muitos municípios”, afirma. Pouca testagemMesmo assim, o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor de Medicina Leonardo Weissmann diz que o cenário da baixa taxa de testagem é preocupante, indicando a necessidade de intensificar esforços para identificar casos e conter a disseminação do vírus. Weissmann considera o aumento no número de casos preocupante. “A elevação constante, mês a mês, sinaliza uma possível aceleração na disseminação do vírus. Diante dessa realidade, é crucial abordar a situação com a devida seriedade, considerando que ações rápidas podem ser necessárias para evitar uma escalada ainda mais acentuada da pandemia na região.” O médico justifica o temor com a circulação de novas variantes do vírus. “As vacinas, incluindo a bivalente, podem funcionar de maneiras diferentes contra essas variantes. (...) No entanto, a vigilância contínua é essencial, e a vacinação continua sendo a principal forma de proteção contra a covid-19.” “Outro ponto crítico é a cobertura vacinal deficiente, especialmente entre as populações mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com doenças crônicas. A baixa adesão à vacinação nesses grupos pode contribuir para agravar a situação, tornando-as mais suscetíveis à doença e suas complicações”, completa. VacinaTodas as cidades da Baixada Santista continuam aplicando doses das vacinas contra covid-19 em unidades de saúde, principalmente com o imunizante bivalente. De acordo com a plataforma Vacinômetro, do Governo Estadual, 24,71% da população recebeu a bivalente — uma em cada quatro pessoas. Ainda segundo a plataforma, São Vicente é a cidade com a menor cobertura vacinal com bivalente: 19,49% da população. Itanhaém tem a maior cobertura: 32,44%. Em Peruíbe, a secretária de Saúde, Jaqueline Antunes, comenta que a Prefeitura continua conscientizando a população a se vacinar. “Estamos com uma cobertura vacinal de 30,77% da população geral elegível para receber o reforço com a bivalente. Ou seja, 69,23% da população ainda não recebeu a dose de reforço com o imunizante”, compara Jaqueline. “Estamos conscientizando a população sobre a importância da vacinação contra a covid. Vale ressaltar que temos uma cobertura de 98% da população com o esquema vacinal primário contra covid completo (duas doses)”, destaca.