Preços elevados dos imóveis causaram aumento no número de locações na região (Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos) As locações continuam puxando o mercado imobiliário da Baixada Santista em 2025. Segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), no acumulado de janeiro a julho, os novos contratos cresceram 54,08%. Só em julho, a alta foi de 46,22% em relação ao mês anterior. Reajustes contratuais e preços elevados impulsionam o aumento. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp De acordo com José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, a movimentação é resultado da dinâmica dos contratos de 30 meses, prazo padrão definido pela lei. Ao término, os proprietários reajustam os valores e muitos inquilinos não conseguem acompanhar. “O locatário devolve o imóvel, não renova o aluguel, e o proprietário, geralmente idoso ou aposentado, aceita proposta de outro interessado pagando mais. O inquilino antigo, sem condições de acompanhar, acaba indo para uma região mais barata”, explicou. Aluguel caro muda perfil de moradia Segundo a pesquisa, 59% das novas locações foram em áreas periféricas das cidades, contra 22% em regiões centrais e 19% em bairros nobres. Ao todo, 44,9% dos inquilinos que mudaram buscaram imóveis com aluguéis mais baratos. A pesquisa também mostra que os imóveis mais procurados são de até dois dormitórios, com área útil de até 50 m² no caso dos apartamentos. A faixa de preço preferida ficou entre R\$ 1.500 e R\$ 2.000. Para Viana, o movimento não significa perda de poder aquisitivo das famílias, mas sim um reflexo do “aumento elevado dos aluguéis”. Além disso, Viana Neto também destaca que o salário não aumenta na proporção do valor do aluguel. “No fim, o aluguel começa consumindo 30% da renda, depois 35%, 40%. Então a pessoa precisa entregar o imóvel e buscar outro mais barato”, diz. Previsão Apesar do ritmo forte no acumulado, o presidente vê instabilidade no futuro próximo. “A locação é um mercado muito instável. Quando chega próximo ao fim do ano, muitos proprietários preferem alugar para veraneio, o que encarece ainda mais. Por isso não dá para fazer previsão”, concluiu.