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Sábado

4 de Abril de 2020

Contadora santista cria rede de solidariedade para ajudar pequenos comerciantes

No Instagram, o Juntossomosmaisfortes013 reúne diversos serviços em tempos de quarentena por conta da pandemia de coronavírus

Uma corrente do bem começou no último sábado (21), quando a contadora Lila Rey, de 39 anos, decidiu fazer algo para ajudar os pequenos comerciantes da região, desesperados por terem de fechar as portas por conta da pandemia do coronavírus.

No Instagram, o Juntossomosmaisfortes013 já tem mais de mil seguidores e, nele, dá para encontrar os mais diversos serviços.

Sua mãe tem um pet shop dentro de um shopping de Santos e, por isso, Lila tem acompanhado dentro de casa o drama de quem teve de obedecer às últimas determinações mesmo sem saber como ficarão as finanças no próximos dias.

Ela, que tem trabalhado em home office, aproveita as horas antes e depois do expediente começar dentro de casa para fazer as postagens.

“Comecei a ver o desespero do pequeno comerciante da região, estão todos agoniados. Então, pensei que poderia ajudar criando na internet um lugar onde as pessoas pudessem achar todos os pequenos comerciantes centralizados”.

No começo, ela adicionou os amigos. Mas, em questão de horas, a coisa tomou outra proporção. “Confesso que não sabia se ia dar certo. Cheguei até a pensar que passaria vergonha com essa ideia”, conta Lila.

E ela se enganou. Tanto que nem sabe a quantidade de mensagens que recebe todos os dias pedindo ajuda e, depois, agradecendo pela postagem e dando um retorno positivo.

“Estamos vendo o comércio se reinventando para ter muita força na internet. A pandemia vai dar oportunidade para o crescimento dos serviços delivery”, acredita a contadora.

Promoções

Apesar de não trabalhar na área, ela sugere que os comerciantes façam promoções para fisgar o público. “Falo que eles devem ganhar os clientes, principalmente as lojas de roupas, por exemplo”, explica Lila.

Ela pede que cada pessoa indique um serviço para um amigo. “Se todos ajudarem, vai dar certo. É uma questão de cidadania, de solidariedade. É hora de usarmos menos palavras bonitas e colocarmos mesmo é a mão na massa”.

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