Comandante do GBMar pede cuidado e torce por praias menos lotadas na Baixada Santista

Além da prevenção contra a Covid-19, 1º Tenente Hélicon de Oliveira Souza pede atenção redobrada para afogamentos em praias de Guarujá e São Vicente

Evitar aglomerações, ter atenção especial com áreas de perigo e redobrar os olhos com as crianças. Essas são algumas orientações do 1º Tenente Hélicon de Oliveira Souza, Comandante dos Postos de Bombeiros Marítimo em Guarujá, Santos e São Vicente, para os turistas e munícipes que quiserem frequentar as praias da região durante a temporada de verão. Mas por conta da alta nos casos de Covid-19, a torcida é para que as praias não fiquem lotadas.

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

“A orientação é para que os turistas evitem aglomerações, seja em restaurantes, bares, ou na praia. É a melhor opção. Estamos amparados e preparados para, caso tenhamos um público proporcional às épocas normais, estaremos com o efetivo inteiro e preparado para a demanda. Esperamos e torcemos para que a praia não esteja lotada, mas se estiver, estaremos preparados”, afirma o tenente.

Para atender às ocorrências durante o verão, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) conta com mais de 130 salva-vidas temporários, que começaram a atuar em novembro e seguirão até o fim de fevereiro, além de duas motos aquáticas novas para atuar em Guarujá, Santos e São Vicente.

Ao longo de 2020, o GBMar computou mais de 2.600 salvamentos em todo o litoral paulista. A média é de quase cinco vítimas salvas por dia. Neste sábado (26), somente em Guarujá, foram realizados 18 resgates, salvando cerca de 30 vítimas de afogamentos.

O comandante pede atenção especial dos banhistas que frequentarem as praias de Pitangueiras, Enseada, Tombo e Prainha Branca, em Guarujá, além da Praia do Itararé, em São Vicente, em função do alto número de afogamentos e ocorrências registradas nesses locais.

“As praias do Guarujá, num contexto geral, são as mais perigosas. A demanda das Pitangueiras e da Enseada, sem dúvidas, são as praias que temos maior número de ocorrências, salvamentos, e infelizmente, maior número de óbitos”, lamenta.

Orientações

O comandante do GBMar em Guarujá, São Vicente e Santos pede que os banhistas evitem as áreas marcadas com placas vermelhas de perigo, já que as mesmas possuem uma forte corrente de retorno, aumentando os riscos de afogamentos.

“O banhista que procurar uma praia precisa procurar uma área que tenha guarda-vidas. Excesso de álcool e entrada em mar não combinam. Caso ele abuse um pouco do álcool, que evite entrar na água. Um grande número de vítimas, que chegam até a óbito, tem esse histórico”, ressalta.

Já os banhistas que estiverem acompanhados de crianças precisam ter atenção especial, além de estarem marcadas com as fitinhas de identificação, que estão disponíveis nos postos dos bombeiros e com os guarda-vidas. Outra recomendação é evitar objetos flutuantes, como boias de piscina, espaguete e colchão inflável.

“Os objetos flutuantes e mar não combinam. As pessoas que entram com qualquer tipo de objeto inflável, colchão, boia, por não saber nadar, levam elas a uma região muito mais perigosa, se uma onda enorme passar. Se for para o mar, evite. Dependendo da praia e do local, água na perna, passando do joelho, já leva perigo. Se aparecer um buraco, o banhista pode se colocar em uma situação de perigo”, alerta.

GBMar tem média de cinco salvamentos por dia nas praias do litoral paulista em 2020 (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Balanço de 2020

Hélicon de Oliveira afirma que após os bloqueios iniciais da quarentena, em março, houve uma tranquilidade maior nas praias, reduzindo as estatísticas de afogamentos. Mas a situação mudou conforme as flexibilizações. Ele coloca o feriado de Finados como o mais intenso na presença de banhistas e também no número de ocorrências.

“Quando teve a flexibilização, houve uma chegada massiva do público nas praias no Feriado de Finados. Foi uma demanda de serviços muito grande, porque a praia estava lotada. Essa época de temporada, rotineiramente, temos praia cheia. Mesmo assim, nossa demanda de efetivos consegue administrar de maneira mais tranquila”, ressalta.

Tudo sobre: