Comércio registra queda de 7% nas vendas do Dia dos Pais neste ano

Sindicato do Comércio Varejista faz projeção em comparação com as vendas em 2019

Mesmo com a injeção de R$ 1,4 bilhão na economia regional nos últimos meses, por conta do pagamento do auxílio emergencial do Governo Federal a mais de meio milhão de pessoas, o comércio varejista amargou queda próxima a 7% nas vendas no Dia dos Pais deste ano, na comparação com a data comemorativa em 2019. A projeção é do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista.

“É difícil dizer com certeza um índice preciso de redução tão perto da data (o Dia dos Pais foi comemorado no último domingo), tendo em vista a estrutura reduzida de muitos comércios atualmente para controle de estoque e análise de vendas, por exemplo, mas acreditamos que a queda tenha chegado perto de 7%”, destaca o presidente da entidade, Omar Abdul Assaf.

Além da pandemia da Covid-19, outro motivo para a redução nas vendas nas lojas físicas da região é o crescimento do comércio virtual nos últimos meses. “É claro que, na situação atual do País e do mundo, uma queda de 7% não é o pior cenário, especialmente se compararmos aos meses com medidas ainda mais restritivas de quarentena, quando as lojas estiveram fechadas”, reforça Assaf.

Para a entidade, o auxílio emergencial - cujo valor varia de R$ 600,00 a R$ 1.200,00 mensais - não trouxe quantidade significativa de dinheiro circulando ao setor, mas pode ter ajudado quem pensava apenas em comprar uma lembrancinha no último fim de semana.

“Tendo em vista as dificuldades dos brasileiros que, em grande parte, estão desempregados, possuem trabalho informal ou estão com horários reduzidos, não podemos dizer que a prioridade nessa ocasião de comemoração tenha sido a compra de grandes presentes”.

Avanços

Com as nove cidades da região há 35 dias na fase amarela do Plano São Paulo, que norteia a flexibilização de atividades para a retomada da Economia no Estado, houve um respiro significativo aos empresários da Baixada. Algumas atividades que funcionavam quatro horas por dia passaram a receber o público por seus horas e outras que estavam impedidas de atuar voltaram a funcionar.

“Tudo que o comércio queria era a possibilidade de abrir as suas lojas, tomando todos os cuidados de higiene, e atender seus clientes novamente. O varejo na região levou muito a sério a retomada e, graças a essa preocupação e atenção com a saúde dos clientes e funcionários, os consumidores estão começando a sentir confiança e, principalmente, segurança em visitar lojas físicas”, encerra Assaf.

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