Comércio da Baixada Santista está de olho no pagamento da primeira parcela do 13º

Dinheiro deve ser pago ao trabalhador até o dia 30 e a expectativa é de que aqueça as vendas em lojas e shoppings da região

O comércio da Baixada Santista já conta os dias para a chegada do 13º ao caixa dos estabelecimentos. A primeira parcela tem de ser quitada até o dia 30 deste mês. Devem ser injetados na economia de São Paulo aproximadamente R$ 93,6 milhões este ano, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Não há dados regionais.

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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (Sincomércio-BS), Omar Abdul Assaf, diz que, este ano, o abono de Natal tem ainda um peso maior para o setor devido à crise vivida por conta da pandemia do novo coronavírus.

“É a nossa salvaçãozinha. O 13º sempre foi usado para as pessoas fazerem compras, adquirir presentes e quitar dívidas para voltar a consumir”, diz.

O setor, segundo ele, já deve começar a recuperar o fôlego, a partir de agora, por conta da Black Friday. “É o único dinheiro novo chegando na economia e vai ajudar. As pessoas passaram muito tempo em casa e querem fazer compras de Natal”.

O professor e consultor financeiro Marcio Colmenero também acredita que o trabalhador deve deixar parte do dinheiro extra em lojas e shoppings por conta do apelo das festas de final de ano.

“O comércio pode contar com esses valores, sim, porque o povo está ansioso por consumir. Esse momento será para tentar recuperar parte do que deixou de ser negociado devido à pandemia”.

E a situação na Baixada promete ser diferenciada, em relação a outras regiões do Estado, uma vez que a  região já recebe muitos turistas nos feriados e a expectativa é de que esses números aumentem daqui para a frente.

“Estou sentindo que a Baixada vai ter um Natal melhor e uma temporada mais aquecida porque quem pensava em viajar para o exterior nas férias já vem mudando de planos”, acrescenta Assaf. 

Queda

A estimativa é de que o montante do 13º no Estado seja 3% menor do que o registrado em 2019, conforme levantamento do Dieese. A explicação está ligada à pandemia, informa o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira).

“Os meses de pausa nos contratos de trabalho não serão incluídos no cálculo do 13º. Isso significa que, um trabalhador com três meses de suspensão, não receberá três dozes avós. Isso reduzirá o valor para pagar dívidas, ir às compras ou guardar despesas de início do ano”. 

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