Comércio da Baixada Santista aposta em aumento de até 5% nas vendas de fim de ano

Dois fatores alimentam o otimismo, mesmo em meio à pandemia: a retomada das atividades econômicas e a ampliação nos horários de atendimento

O comércio da região aposta em aumento de até 5% nas vendas para o fim do ano, na comparação com o patamar atual. Dois fatores alimentam o otimismo, mesmo em meio à pandemia: a retomada das atividades econômicas e a ampliação nos horários de atendimento.

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Devido à Covid-19, o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (Sincomércio-BS), que projeta a alta para os próximos 60 dias, evita comparações com o fim de 2019. “Se tivermos um movimento igual ao do ano passado, será uma vitória, porque muitas lojas fecharam na pandemia”, avalia o presidente, Omar Abdul Assaf.

Ele enumera os itens que podem influenciar positivamente o resultado final, apesar de todos os problemas neste ano. “Vamos depender do tempo para ter um afluxo maior de turistas, por exemplo. Muita gente deixou de viajar para fora do País e vêm alguns feriados daqui para a frente. Isso pode ajudar”, espera.

Otimismo

Depois do sufoco de ter de fechar por meses as portas de seu estabelecimento do ramo do vestuário, no Centro de Santos, devido à pandemia, o comerciante Jean Carlos Lira dos Santos, de 42 anos, está otimista. Agora, ele vai expandir os negócios abrindo mais uma loja, também na região central santista.
“Vamos abrir nesta sexta-feira (amanhã) a nova loja. Estou apostando de verdade no Centro. Vamos gerar cinco empregos com essa medida, e a expectativa é de vendas entre 5% e 10% maiores neste final de ano”, calcula.

Também embalada pelo otimismo, a comerciante e presidente da Associação dos Lojistas do Miramar Shopping, Maria de Fátima Awni, de 54 anos, já prepara o estoque para as festas de final de ano.
“Nossa expectativa é a melhor possível. As pessoas ficaram muito tempo sem comprar e sem se arrumar. Então, as festas de final de ano são a luz para todo mundo. O shopping todo já está se preparando.”

Gerente de uma loja de artigos relacionados a skates no Shopping Parque Balneário, Jhonatan Borges, de 26 anos, teme enfrentar apenas um problema no final do ano. 

“A retomada foi boa, com fluxo positivo de consumidores. Mas as vendas de Natal significam lojas cheias e, agora, por causa da pandemia, você tem de limitar a entrada. Então, com movimento maior, as pessoas terão de esperar do lado de fora, e muita gente pode desistir da compra.”

Fabiano Mathias, de 40 anos, proprietário de uma loja de produtos eletrônicos, está um pouco mais cauteloso. “Se as vendas chegarem a 70% do que registramos no ano passado, será ótimo.”

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