Em Santos, Plano Preventivo de Defesa Civil durará até 30 de abril (Sílvio Luiz/AT) Pensando nas chuvas fortes típicas do verão, cidades da Baixada Santista começam a pôr em prática seus planos preventivos de Defesa Civil (PPDC). O objetivo de monitorar condições climáticas e áreas de risco, com orientações, em especial, a moradores de áreas de risco. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, o PPDC vai até 30 de abril e mobiliza equipes de diversas secretarias, sob protocolos. Os níveis de operação variam com o volume de chuva acumulado em períodos de 72 horas. Entre as ações preventivas, a Prefeitura cita a entrega de comunicados, visitas a imóveis em áreas classificadas como de risco alto ou muito alto e orientações sobre sinais de movimentação do solo. Também há iniciativas educativas, como o Programa Defesa Civil na Escola, voltado a alunos do Ensino Fundamental, e a formação de moradores nos Núcleos de Proteção e Defesa Civil (Nupdec), nos Morros. O mapeamento de áreas sujeitas a escorregamentos é atualizado periodicamente. A versão mais recente do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), revisada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e entregue em outubro do ano passado, aponta 13.035 moradias em áreas de risco em Santos. Dessas residências, 136 estão em setores de risco muito alto, 4.676 em risco alto e 8.223 em áreas monitoradas. Quando o acumulado de chuva ultrapassa 80 milímetros (mm) em 72 horas, equipes fazem vistorias nos pontos mais críticos. Outras cidades Em Guarujá, o PPDC vale até 31 de março. A Prefeitura intensifica o monitoramento das 15 áreas de risco geológico da Cidade com dados meteorológicos, pluviométricos e vistorias de campo. Para emergências, há um Plano de Contingência Municipal. São Vicente adota o mesmo período de vigência do PPDC, com acompanhamento diário das encostas — áreas consideradas mais vulneráveis — no Parque Prainha e nos morros do Itararé, do Voturuá e dos Barbosas. A Cidade também acompanha os índices pluviométricos e altera os níveis operacionais quando a precipitação acumulada ultrapassa 80 mm, com classificações de atenção, alerta e alerta máximo. O PPDC de Cubatão também vigora até o fim de março. Segundo a Prefeitura, as ações consistem em monitoramento permanente das áreas de risco, vistorias de campo, análise da previsão do tempo e acompanhamento dos índices de chuva em sete postos pluviométricos — quatro na Serra do Mar, dois na zona industrial e um na área urbana. O Município trabalha com níveis de risco, e o plano específico para o Polo Industrial pode chegar ao estágio da remoção imediata de moradores. Cubatão monitora cinco áreas prioritárias: Pilões, Água Fria, Cota 95, Cota 200 e Morro da Mantiqueira — este último já desocupado, com 150 famílias reassentadas. A Defesa Civil mantém cadastro aberto de voluntários, que são capacitados e recebem certificado válido por um ano. Avisos A Defesa Civil Estadual informa que os avisos para eventos climáticos são enviados por SMS aos cadastrados no número 40199. Em situações mais severas, o Governo do Estado utiliza o sistema broadcast, com envio automático de alertas a todos os celulares da região, independentemente de cadastro.