Em Santos, o plano vai abranger ações educativas e vistorias em áreas de risco nos 17 morros do município (Vanessa Rodrigues/AT) Estão valendo, desde domingo, estratégias das prefeituras para prevenir desastres naturais e reduzir impactos de tempestades no verão, quando as chuvas são mais intensas e há maior perigo de desastres em áreas de risco. Cada cidade tem seu Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC). Municípios afirmam que intensificarão o monitoramento de áreas e do clima. Em Santos, o PPDC vai até 30 de abril. O plano abrange ações educativas e vistorias em áreas de risco nos 17 morros. A meta é ir a 3.849 moradias. Nesta edição, a novidade é a atualização do Plano Municipal de Redução de Riscos nos morros, com mapeamento de novas áreas em pontos com mais possibilidade de deslizamentos. No Município, os 40 funcionários fixos da Defesa Civil serão apoiados por 130 servidores de dez secretarias municipais. A equipe monitorará o acúmulo de chuvas e previsões meteorológicas e fará vistorias e ações educativas para a população; Em Guarujá, o PPDC vai até 31 de março, com vistorias diárias em áreas de risco geológico, acompanhamento meteorológico em tempo real e emissão de alertas por SMS, WhatsApp, Telegram e redes sociais. O Município tem 15 estações pluviométricas automáticas e plataformas para coleta de dados em áreas de risco, como a Vila Baiana e a Serra do Guararu. Outra ferramenta é o Plano de Contingência, que será ativado em caso de deslizamentos, com a instalação de um Gabinete de Crise. Contingência e remoção Além do PPDC, a Prefeitura de Cubatão inicia o Plano de Contingência da Serra do Mar para o Polo Industrial, vigente até 31 de março. Os planos visam a monitorar áreas de risco e prevenir desastres como deslizamentos e inundações, com ações baseadas em níveis de alerta. Os planos vão intensificar as vistorias e o monitoramento à medida que o nível de alerta subir. No mais alto, a remoção de moradores de áreas de risco pode ser exigida. Na Cidade, há cinco áreas monitoradas, com cerca de 2 mil moradias. A comunidade da Mantiqueira é a única categorizada como de alto risco. Há sete postos pluviométricos, técnicos e alertas enviados por SMS. Treinamento das Defesas Civis A Defesa Civil de São Vicente participou, na quarta-feira, de capacitação no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, sobre segurança de barragens e elaboração de planos de contingência. O objetivo foi fortalecer ações preventivas para a temporada de chuvas. O treinamento, feito pela Defesa Civil Estadual, abordou metodologias para a preservação da vida, do meio ambiente e do patrimônio. A iniciativa complementa outras ações preventivas em São Vicente, como o PPDC e a participação na Oficina Preparatória Operação Verão, realizada em Cubatão. Em Praia Grande, o PPDC vai até 31 de março. A Cidade tem dez pluviômetros e suporte do Centro Integrado de Comando e Operações Especiais, com câmeras para vigilância 24 horas em áreas de risco e praias. Recentemente, segundo a Prefeitura, membros da Defesa Civil praia-grandense participaram de treinamento em Cubatão. Em Bertioga, adota-se o Plano Municipal de Contingência para potenciais situações de risco. São monitorados cinco núcleos prioritários: Caiubura, Sítio São João, Vicente de Carvalho II, Chácaras e Boraceia. No verão, a Defesa Civil atuará em cooperação com as 13 secretarias municipais. O PPDC em Mongaguá vale até 30 de abril, com orientação, informação e prevenção de riscos. Equipes prestam os primeiros atendimentos em situações de emergência, com prioridade a moradores de áreas mais vulneráveis. A Defesa Civil de Peruíbe intensificará ações preventivas, com o monitoramento 24 horas das áreas de risco, em especial na Serra do Guaraú. O órgão atua em conjunto com Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal e mais estruturas da Prefeitura, usando imagens do videomonitoramento do Centro Operacional de Peruíbe para alertas em tempo real. Também há manutenção em valas e limpeza de canais em áreas propensas a alagamentos. Itanhaém não respondeu até a publicação desta matéria.