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Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Câmara de Santos está entre as que mais gastam no Estado de São Paulo

Estudo mostra o gasto total com pessoal e custeio de 644 câmaras, exceto a Capital. Santos está em sétimo lugar

Um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) revelou que Santos ocupa o sétimo lugar como cidade que mais apresenta gastos com a Câmara Municipal em todo o estado. Os gastos que constam no 'Mapa das Câmaras' são com pessoal e custeio entre setembro de 2018 e agosto de 2019. Para o estudo, divulgado nesta quarta-feira (6), foram analisadas 644 câmaras, exceto a Capital.

O gasto total da cidade, no período avaliado, chega a R$ 50.407.794,79, segundo divulgado pelo TCE-SP. O município conta com 21 parlamentares. Entre outras cidades da Baixada Santista que aparecem no ranking, Guarujá vem em seguida com gasto de R$ 41.132.269,79 e 17 vereadores. Cubatão aparece com gastos de R$ 37.029.774,85 e 15 parlamentares; Praia Grande com despesa de R$ 32.581.599,43 e 19 vereadores.

São Vicente está em quinto lugar, entre as cidades da Baixada Santista. Os custos caem pela metade: R$ 18.518.625,05, com 15 vereadores. O município com menor valor é Peruíbe, que gasta R$ 6.279.202,97 e tem 15 parlamentares.

O 'Mapa das Câmaras' traz informações de interesse para munícipes, que são de livre acesso e podem ser consultadas diretamente pelo site do Tribunal de Contas.

Santos

Santos defende que o orçamento da Câmara para 2019 é de R$ 89.682.000, conforme disponibilizado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018. Em nota, a prefeitura ainda afirma que o valor gasto com produtos de consumos, equipamentos e serviços é de R$ 29.311.548,69 (considerados de janeiro a 1ª quinzena de agosto).

Os gastos previstos até o final do ano, segundo o Legislativo, estão relacionados aos procedimentos licitatórios em andamento. Porém, não há um valor exato. Já as despesas relacionadas aos rendimentos dos servidores efetivos no mês de julho/2019, o valor bruto foi de R$ 1.332.390,43.

O presidente da Câmara afirma que houve uma mudança estrutural e administrativa, em que foram extintos 24 cargos de livre provimento e criados 10 cargos, desta forma, todos os demais cargos, exceto os de assessores parlamentares, serão preenchidos por funcionários concursados. Com o corte dos 14 cargos de nomeação livre o Legislativo passará a economizar pouco mais de um milhão de reais.

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