Bom jornalismo é desafio diário nos portais de notícia

Apuração séria e informação têm custo, dizem especialistas

“Informação de qualidade não tem preço. O bom jornalismo custa caro e vale a pena pagar por ele. É a garantia de que a notícia que você recebe foi elaborada por uma equipe de profissionais que averiguou, analisou, contrastou com outras fontes antes que ela chegasse até você”. 

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A avaliação é do jornalista Chico Amaral, sócio-diretor da TricMedia, consultoria jornalística especializada em transformação de mídia digital, sediada em Barcelona (Espanha), mas com projetos desenvolvidos em veículos de comunicação da Europa e América do Sul, incluindo jornais brasileiros.

Chico Amaral, que já foi diretor de arte de O Globo e é um dos analistas mais presentes em encontros da Associação Nacional de Jornais (ANJ), avalia que a cultura de pagar pelo que se consome na internet está presente em vários segmentos, como filmes, música, gastronomia, “então, por que não pagar pela notícia confiável?”.

O tema surgiu no início deste mês, quando o portal de A Tribuna iniciou o processo conhecido como paywall, sistema pelo qual o leitor paga para ter acesso ao conteúdo jornalístico, incluindo artigos e colunas de seus colaboradores, crônicas exclusivas, guia digital de receitas, além de ter as vantagens do Clube do Assinante e dois meses gratuitos do Globoplay, a plataforma de vídeos e streaming da Globo. 

Nos dois primeiros meses, o valor da assinatura está fixado em R$ 1,90.

Desafio

Para Ana Brambilla, doutora em Comunicação Digital e professora do Departamento de Comunicação do ISE Business School, o paywall é uma boa oportunidade de negócio para os grupos de comunicação, mas também um desafio.

“Exige dos veículos de comunicação uma exclusividade extrema no conteúdo produzido e uma preocupação constante com o valor que este conteúdo agrega na rotina do assinante”, diz a especialista.

“É fundamental que este conteúdo desempenhe um papel único e aplicável na vida de quem paga por ele”, pondera Ana Brambilla. De fato, no portal de A tribuna.com, matérias de serviço e as relacionadas com a região têm mais acessos, porque é onde o morador da Baixada Santista encontra conteúdos diferenciados dos portais nacionais.

Para Ana, ainda não se tem o hábito de pagar por notícias no ambiente digital, nem no Brasil nem na maior parte do mundo. “A cultura digital demanda gratuidade e criar a percepção de valor do produto jornalístico aos olhos do público, a ponto de fazê-lo pagar por este produto, é um desafio gigantesco”.

Para Chico Amaral, o acesso pago está sendo implantado com rapidez nos últimos anos. “Nos Estados Unidos, quase a totalidade dos jornais já tem paywall. Se não pagamos para estar bem informados, estaremos nos arriscando a ficar sem informações confiáveis, e já sabemos o que significa estar a mercê de notícias inverídicas”.

Jornalismo cidadão

No portal de A Tribuna, além das notícias do dia a dia, colunistas e articulistas têm sido incorporados ao conteúdo oferecido ao leitor.

Em breve, também será disponibilizado no site todo o acervo digitalizado do jornal A Tribuna desde que foi fundado, em 1894, facilitando ao público assinante a busca por matérias e reportagens antigas.

Além disso, espaços próprios de interatividade com o público estão sendo criados no site, como o “VC na AT”, em que o leitor pode mandar fotos, vídeos e sugestões de matérias. Os canais são o whatsApp (99642-8222 ou pelo e-mail g1at@grupo-tribuna.com

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