No próximo dia 13, a partir das 14h30, a Riviera de São Lourenço será palco de um fórum dedicado à conscientização e ao debate sobre o câncer de mama, doença que continua sendo a mais incidente entre as mulheres brasileiras. O evento, que faz parte do projeto A Região em Pauta, do Grupo Tribuna, reunirá pacientes, especialistas e representantes da área do Direito em uma tarde de reflexões e trocas de experiências. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site. Ao longo da programação, serão apresentadas as histórias de cinco mulheres que estão ou já estiveram em tratamento, além de discussões com médicos, psicólogos, nutricionistas e advogados sobre os aspectos físicos, emocionais, alimentares e legais que envolvem o enfrentamento da doença. A proposta é unir informação e emoção, mostrando que, por trás das estatísticas, há trajetórias de coragem e superação que inspiram outras mulheres a buscarem o diagnóstico precoce e a se apoiarem mutuamente durante o tratamento. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é responsável por **cerca de 29,7% dos casos de câncer entre as mulheres no Brasil, com estimativa de 73.610 novos diagnósticos por ano até 2025. Apesar dos avanços na detecção e nas terapias, o país ainda enfrenta desafios significativos, como o atraso no início do tratamento na rede pública — problema que persiste mesmo após a aprovação da Lei nº 12.732/2012, que determina o início da terapia oncológica em até 60 dias após o diagnóstico. Além disso, cresce a preocupação com o aumento de casos em mulheres mais jovens: entre 2018 e 2023, mais de 108 mil diagnósticos foram feitos em pacientes com menos de 50 anos, um dado que reforça a importância de ampliar as políticas de rastreamento e prevenção. Durante o fórum, os especialistas vão abordar desde os aspectos médicos e psicológicos até a importância da nutrição na recuperação e na qualidade de vida. Também haverá espaço para discutir os direitos garantidos por lei às pessoas em tratamento, como o acesso gratuito a medicamentos, a reconstrução mamária pelo SUS, o auxílio-doença, a liberação do FGTS e do PIS/Pasep, além da isenção do Imposto de Renda para aposentadas diagnosticadas com câncer.