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Segunda-feira

9 de Dezembro de 2019

Bebê espera vaga para cirurgia de coração em hospital de Santos

Valentina sofre de cardiopatia grave e precisa ser transferida a um hospital com capacidade de realizar o procedimento

Um bebê aguarda há mais de uma semana, em Santos, pelo agendamento de uma cirurgia cardíaca na rede pública de saúde. A pequena Valentina sofre de cardiopatia grave e precisa ser transferida a um hospital com capacidade de realizar o procedimento.  

A Secretaria Estadual da Saúde informa que a Central de Regulação de Ofertas e Serviços (Cross) busca uma vaga em um serviço de referência em cirurgia cardíaca infantil. 

Valentina nasceu em 24 de novembro com 3,4 quilos e 46 centímetros. Segundo a mãe, Liliane das Virgens Batista, ela ficou dois dias no quarto e os médicos perceberam que havia algo de errado com a criança durante o período.  

A suspeita inicial era de sopro. Após uma ultrassonografia, a equipe constatou a cardiopatia. A menina está internada na UTI Neonatal do Hospital Guilherme Álvaro (HGA). 

“Os médicos do HGA e da Cross mantêm monitoramento contínuo de seu quadro de saúde”, diz a secretaria, em nota. Ela acrescenta que, em casos como o de Valentina, “transferências também exigem que o paciente apresente condições clínicas de ser transferido, com quadro estável e livre de infecções, por exemplo”. 

Angústia  

"Tiraram a minha filha do peito, porque ela não pode se cansar. Mas ela chora muito e se cansa de qualquer jeito. Agora, está cheia de aparelhos, na UTI neonatal, e eu não posso pegá-la”, explicou Liliane, que espera com outras quatro mães em um quarto do HGA. 

Liliane mora no Jardim Rio Branco, na Área Continental de São Vicente, e tem outras duas filhas, de 8 e 10 anos, que estão em casa com parentes.  

“Agora, sem a Ponte dos Barreiros (interditada pela Justiça por problemas estruturais), ficou ainda mais difícil voltar para casa. Tenho outras duas pequenas me esperando, mas não posso nem pensar em sair daqui e deixar a Valentina sozinha”, afirmou à Reportagem.  

Não é inédito  

Esse não é o primeiro caso de crianças com doenças cardíacas graves que aguardam dias por tratamento adequado na região. 

Algumas morreram antes de o Estado providenciar estrutura de saúde adequada, mesmo com ordem judicial.

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