O número de casos de dengue na Baixada Santista caiu 53,7% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o período de janeiro a junho do ano passado. A quantidade de registros baixou de 24.641 para 11.411, com redução em oito das nove cidades locais. O número de mortes entre uma época e outra também diminuiu, de 44 para 15, com queda de 65,9%. Os dados são das prefeituras. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, houve 3.490 infecções e quatro mortes de janeiro a junho deste ano, ante 4.115 casos e três óbitos em 2024. A Secretaria de Saúde afirma que os dados de 2025 são provisórios e podem sofrer alterações. A Cidade mantém ações contínuas contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, com visitas a casas, mutirões, nebulização, armadilhas, uso de drones e ações educativas. Praia Grande reduziu os casos 75,8%, com 539 confirmações e duas mortes neste ano, e 2.231 casos e seis óbitos no ano passado. A Prefeitura atribui a queda à intensificação das ações de bloqueio, uso de armadilhas, soltura de peixes em locais com água parada, campanhas educativas e vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Guarujá foi de 8.460 casos e seis mortes no primeiro semestre do ano passado para 2.623 ocorrências e nenhum óbito agora. Além das visitas domiciliares e vistorias, a Cidade distribui peixes em locais com água parada e capacita agentes de saúde. Pesquisas sobre a infestação de larvas do mosquito devem orientar novos mutirões nos bairros com maior índice. Em Cubatão, o número de casos caiu de 124 para 110, com uma morte em cada ano. A Cidade verifica a densidade de larvas a cada três meses para mapear criadouros e define estratégias com base nesses dados. A vacinação entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos é outra atividade. Bertioga teve a maior queda proporcional da região: passou de 2.060 casos para 45 (-97,8%) e de quatro mortes para uma. Peruíbe também apresentou queda: de nove mortes e 1.993 casos em 2024 para duas mortes e 379 casos neste ano. A cidade registrou nove internações em 2025 e tem mantido ações de bloqueio, visitas domiciliares, vacinação de crianças e adolescentes e campanhas educativas. Em Itanhaém, o número de casos caiu de 6.205 para 695, com redução nos óbitos de oito para nenhum neste ano. As ações incluem bloqueios, atividades educativas em escolas, visitas a imóveis e mutirões em eventos. Mongaguá registrou 263 casos em 2025, sem mortes, ante 337 casos e dois óbitos no primeiro semestre do ano passado. A vacinação prossegue nas nove unidades básicas de saúde (UBSs). Exceção Em São Vicente, houve aumento nos casos de dengue: 1.252 entre janeiro e junho, contra 1.131 no primeiro semestre de 2024. Foram cinco mortes em cada ano. A Cidade investe em mutirões, vistorias periódicas, ações educativas e vacinação do público de 10 a 14 anos nas UBSs e em um posto instalado no Brisamar Shopping. De acordo com a prefeitura, mais de 22 mil focos do mosquito foram eliminados no semestre. Índice de larvas Trabalho de agentes de saúde na identificação de focos do mosquito transmissor da doença requer apoio da população contra despejo de lixo A Secretaria de Saúde de Santos iniciou, anteontem, o terceiro ciclo da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), estudo trimestral que mede a presença de larvas do Aedes aegypti nos imóveis da Cidade. Durante a análise, os mutirões em bairros serão suspensos, mas os agentes continuam visitando imóveis e eliminando criadouros. A ADL serve para calcular o Índice de Breteau — número de recipientes com larvas a cada 100 imóveis inspecionados. Neste ano, Santos permaneceu em nível de alerta, com índice de 3,4 em janeiro e 2,6 em maio. O ideal, segundo o Ministério da Saúde, é igual ou inferior a 1. De acordo com a última ADL, os principais focos de larvas em Santos foram ralos externos (36,95%), ralos internos (21,05%) e pratos de plantas (17,61%). O secretário de Saúde, Fábio Lopez, destaca que cerca de 80% dos criadouros estão em residências.