A Baixada Santista registrou mais duas mortes por dengue em 2025. Os novos óbitos foram confirmados pelas prefeituras de Praia Grande e São Vicente. De acordo com o Painel de Arboviroses do Estado de São Paulo, a região soma sete mortes pela doença neste ano e outras 11 são investigadas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Prefeitura de Praia Grande, um idoso de 80 anos morreu devido à doença em 17 de maio. A Administração Municipal explica que, assim que a suspeita foi comunicada, equipes da Divisão de Saúde Ambiental da Cidade realizaram o bloqueio de criadouros e nebulização no local do óbito e em nove quarteirões ao redor. O bairro não foi informado. Já em São Vicente, um homem de 33 anos morreu em 29 de março, no Hospital Ana Costa, em Santos. A vítima não tinha comorbidades. As duas cidades afirmam realizar um amplo trabalho para eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti (saiba o que fazer ao lado) e cons-cientização da população. Mortes e casos O primeiro óbito por dengue neste ano aconteceu em Peruíbe, em janeiro. Segundo a Prefeitura, a vítima de 92 anos tinha múltiplas comorbidades e foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Em seguida, o idoso foi transferido ao Hospital Emílio Ribas, em Guarujá, mas não resistiu e morreu. A confirmação da morte por dengue, porém, só aconteceu em 21 de fevereiro. A segunda morte confirmada foi em São Vicente, em 3 de março. Trata-se de um menino de 9 anos que morreu em São Paulo. Em Cubatão, a Prefeitura registrou uma morte em 20 de março, no Hospital Municipal. Sem informar o gênero da criança, o Estado indica que ela tinha entre 5 e 9 anos. Os outros dois óbitos ocorreram em Bertioga. Pelo Painel de Arboviroses do Estado, são de duas pessoas com idades entre 35 e 49 anos. Ainda segundo o Painel de Arboviroses, a Baixada Santista já soma 6.633 casos confirmados de dengue em 2025, além de 8.364 em investigação. Prevenção Entre as ações de prevenção à dengue, uma das mais recentes é a vacinação, que conta com duas aplicações do imunizante a crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos, com intervalo de três meses entre elas. Para se vacinar, é necessário ir à unidade de saúde mais próxima de casa com identidade, caderneta de vacinação e comprovante de residência ou escolar. Em caso de infecção após a aplicação da primeira dose, a segunda deve ser mantida conforme o calendário, desde que haja um intervalo mínimo de 30 dias entre a doença e a segunda aplicação. Atenção Sintomas Febre alta; Dor atrás dos olhos; Dores no corpo, músculos e articulações; Manchas avermelhadas na pele e coceira; Náuseas. O que fazer Colocar o lixo em sacos plásticos e manter em lixeira fechada; Remover as folhas, galhos e tudo que possa impedir o escoamento da água nas calhas; Limpar, semanalmente, as bordas dos ralos com água e sabão, adicionando sal grosso ou cloro. Mantenha o ralo fechado; Usar pratos justapostos em vasos de plantas; Lavar semanalmente recipientes com plantas; Verificar a caixa d’água e o cano sifão; Telar os depósitos de água.