Baixada Santista registra casos de Covid-19 entre profissionais de escolas estaduais

Três unidades de Praia Grande registraram um caso cada; outro em uma escola de Santos e três casos em um colégio de Cubatão

Na semana em que algumas escolas iniciaram o ano letivo com aulas presenciais, o Sistema de Informação e Monitoramento da Educação (Simed) do governo estadual registrou 119 casos de covid-19 em escolas de São Paulo. Esses dados são referentes à semana epidemiológica de 7 a 13 de fevereiro, contemplando a retomada presencial das aulas em muitas unidades a partir do dia 8. 

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Destes casos, 77 – entre alunos e 62 entre profissionais - foram registrados na rede estadual. Segundo a secretaria de Educação do Estado, neste período, a estimativa é que as escolas somaram um público - entre alunos, servidores e familiares que passaram pela escola – de 855 mil. 

Neste mesmo período, na rede particular, foram 41 casos e, um na rede municipal. Os dados foram apresentados ontem pelo secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, e é o primeiro balanço de casos da covid-19 nas unidades escolares. 

Apesar disso, os números podem ser maiores porque, de acordo com o secretário, há uma subnotificação em relação às escolas da rede municipal, que tem sistema de monitoramento próprio e conta com muitas unidades que não retornaram às aulas presenciais ainda. 

Começo do ano
 
Quando considerado o período de 1º de janeiro até o último sábado, lembrando que no início do ano havia autorização para atividades presenciais de planejamento e recuperação, foram 741 infecções pelo novo coronavírus em colégios paulistas, sendo 456 na rede estadual e 271 na rede privada. Na rede municipal, foram 14. 

Baixada 

Paralelo ao Simed, a Apeoesp, sindicato que representa os professores do estado, também tem acompanhado as infecções de profissionais e aponta que há casos em escolas estaduais da Baixada Santista: três unidades de Praia Grande registraram um caso cada; outro em uma escola de Santos e três casos em um colégio de Cubatão. Neste último, conforme a Apeoesp, houve necessidade da suspensão das atividades presenciais. Questionada, a secretaria de Educação do Estado não informou sobre as confirmações de casos do novo coronavírus em unidades da região. 

Durante a coletiva, Rossieli apenas afirmou que entre 4.500 escolas que foram autorizadas a receber alunos presencialmente e estão sendo monitoradas, em 24 houve identificação com suspeita de transmissão. Isto é, quando os casos foram investigados e a apuração aponta que a contaminação aconteceu na escola e não em casa ou em outro lugar. Destas, nove unidades tiveram que interromper temporariamente as atividades. 

O secretário explicou que quando há apenas um caso confirmado dentro de uma escola, a pessoa é isolada e monitorada, mas não necessariamente a unidade é fechada.  “Quando temos dois casos, observamos mais quem foram os contactantes. Em cada escola fazemos acompanhamento e tentamos entender as possibilidades que ocorreram. A decisão do fechamento é sempre em conjunto com a Saúde”, afirma Soares. 

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