Projeto-piloto Parque Palafitas, na Zona Noroeste, é um dos destaques da política habitacional santista (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) A Baixada Santista projeta um avanço expressivo na política habitacional em 2026. Levantamento feito junto às prefeituras da região aponta a previsão de entrega de mais de 6 mil moradias populares por meio de diferentes convênios. Além dessas, pelo menos outras 2 mil unidades habitacionais devem ser formalizadas e iniciarem a fase de obras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, a previsão é de 960 unidades habitacionais entregues em 2026, somando obras em andamento e projetos com cronograma já definido. O número foi informado pelo diretor-presidente da Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab Santista), Maurício Prado. Segundo ele, entram nessa conta 564 unidades do Conjunto Santos AB – Prainha, 60 do projeto-piloto do Parque Palafitas, 36 do Santos AD (retrofit) e 300 do Santos Z – Jabaquara. Prado explicou que as obras são realizadas por meio de convênios. “São em parceria com o Governo do Estado (CDHU) e algumas delas com o Governo Federal disponibilizando áreas ou prédio”. Além das entregas, Santos também deve iniciar a construção de 1.527 novas unidades em 2026, com obras em licitação ou com o edital previsto para este ano. Pela conta apresentada pelo presidente da Cohab, a projeção reúne 113 unidades do Santos L, 40 do Santos AG, 1.024 do Estradão, na Zona Noroeste, e 350 de uma nova etapa vinculada ao Parque Palafitas. Quanto à destinação, Prado apontou diferentes perfis contemplados. “Temos moradias para famílias em área de risco socioambiental, para movimentos de moradia, cadastrados no Conselho Municipal de Habitação de Santos, para estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e para moradores de cortiços do Centro da Cidade”. Ele ressaltou ainda que os empreendimentos se concentram principalmente na Zona Noroeste e na região central, e que a estratégia municipal inclui incentivos urbanos e foco no reaproveitamento de prédios. “A gente está em uma ilha, cada vez menos tem terreno… Então, agora, além dessas novas construções, a gente tem focado nessa política pública de incentivar a habitação de interesse social no Centro”. Na avaliação do presidente da Cohab, a ocupação habitacional do Centro pode impulsionar a revitalização urbana. “A gente acredita que haverá efetivamente a revitali-zação do Centro”. Novas unidades habitacionais já começaram a ser entregues em Cubatão este ano: 1.609 estão previstas (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) São Vicente Em São Vicente, a Prefeitura projeta 784 unidades habitacionais entre entregas previstas, obras e projetos em desenvolvimento ao longo de 2026. A Administração Municipal informou que, no primeiro semestre, realizará a entrega de 124 moradias do Conjunto Habitacional de Interesse Social Bitaru II, e que outras 100 unidades seguem em obras. Além disso, 560 moradias estão em fase de análise técnica e desenvolvimento de projetos, com execução prevista ao longo do ano. O secretário de Habitação e Regularização Fundiária de São Vicente, Higor Ferreira, afirmou que a política habitacional atual parte de um diagnóstico de longa espera por entregas e necessidade de recuperar projetos antigos. “O déficit habitacional da cidade de São Vicente não é apenas um número em si. Ele representa famílias que esperam há mais de décadas”, disse. Ao falar do histórico recente, completou: “Mais de 12 anos que a gente não entrega um conjunto habitacional”. Confira no quadro abaixo a projeção feita pelas prefeituras da Baixada Santista para a entrega de unidades habitacionais ao longo deste ano. (Reprodução/AT)