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Segunda-feira

10 de Agosto de 2020

Baixada Santista está em alerta máximo e quarentena continua em junho

Cidades da região foram classificadas como alerta máximo, com liberação apenas para serviços essenciais como indústria e construção Civil

Os nove municípios da Baixada Santista foram classificados por técnicos do Estado como em 'alerta máximo para fase de contaminação pelo novo coronavírus'. A mais elevada dentre as cinco zonas de risco mapeadas pelo governo paulista  impede a flexibilização de atividades comerciais. O anúncio foi feito no começo da tarde desta quarta-feira (27) pelo governador João Doria (PSDB). 

A classificação faz parte da nova etapa do plano de combate ao coronavírus  no  Estado, que começa a sair do papel na próxima segunda-feira (1º). Doria flexibilizou a quarentena em cidades do interior com baixos índices de contaminação, mas manteve sistema mais rígido para a capital e as regiões metropolitanas da Grande São Paulo, Baixada Santista e, também, do Vale do Ribeira.

A classificação atribuída aos municípios locais possibilita a liberação de apenas  serviços essenciais, como indústria e construção Civil. O comércio não faz parte desta etapa. Segundo Doria, cada fase de classificação possibilita a flexibilização de atividades comerciais, a partir de decretos editados nas cidades. "Vamos autorizar (a reativação econômica) conforme a melhora nos indicadores", afirmou.

Cinco zonas

O planejamento dividiu o estado em cinco zonas de risco, avaliadas a partir de indicadores como capacidade hospitalar pública e privada, além da evolução da doença. De acordo com os critérios, cada município pode ser enquadrado entre: zona de risco (ocupação de leitos de UTI acima de 80%), zona de controle (entre 60% e 80%), de flexibilização (abaixo de 60%), de abertura parcial (abaixo de 60% e baixa incidência de novos casos) ou normal controlado.

Por ora, as regiões paulistas estão enquadradas nas três primeiras zonas de atenção.Nenhuma localidade no Estado foi classificada como etapa decrescente no número de casos (fase 4) ou de controle da doença (fase 5).

A Baixada Santista foi incluída na mais rígida das classificações, mantendo a regra de quarentena no comércio. “É uma retomada segura e consciente.  Vamos  acompanhar o dia-a-dia da evolução do processo. Se tivermos que dar um passo atrás, não hesitaremos”, garantiu Doria, ao defender a manutenção de medidas de prevenção à doença em locais com alta taxa de  contaminação.

Com a classificação da fase 1, a Baixada Santista, Grande São Paulo e Vale do Ribeira seguem com as restrições atuais, como a proibição de acesso a espaços públicos, atividades imobiliárias, escritórios, comércio de rua, shoppings, academias, salões de beleza, teatros e cinemas. Apenas construção civil e segmentos da indústria tiveram autorização estadual para manutenção das atividades.  

Doria afastou a possibilidade de adoção de lockdown (isolamento rígido) nas localidades em que foi mantida a quarentena. Até o final de semana, a Baixada Santista deve receber respiradores do Estado. Com isso, é esperada uma melhora nos indicadores de internação. Contudo, isso não deve fazer com que a região mude de classificação, podendo ter atividades comerciais flexibilizadas. Essa análise ocorrerá num intervalo de 15 dias, conforme análise técnica paulista.

Pelos cálculos do Palácio dos Bandeirantes, a quarentena ajuda a salvar 65 mil vidas desde de março, quando houve o primeiro registo da doença no País. Conforme projeções do Comitê Paulista de Enfrentamento à Covid-19, sem as regras de isolamento social o Estado teria quase um milhão de casos confirmados do novo  coronavírus. 

Menos rígido 

O plano de flexibilização paulista havia sido anunciado no final de abril, mas a sua aplicação foi adiada por conta do aumento do número de casos confirmados no  Estado. Na ocasião, Doria prorrogou para o final de maio a quarentena estadual, prometendo liberar algumas atividades conforme evolução dos casos.

As regiões paulistas classificada na zona de controle – fases 2 e 3 – passam a ter autorização de funcionamento de comércio de rua, shoppings e escritórios. Trata-se de maior parte do Estado, na qual as prefeituras devem estabelecer horários de funcionamento e estabelecer limites de da capacidade – o que variam entre 20% (fase 2) a 40% (fase 3) da lotação máxima do estabelecimento.

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