Baixada Santista enfrenta demanda reprimida para consultas médicas

Pandemia interrompe atendimento e gera fila de espera de até 9 meses

A suspensão ou redução das consultas médicas com especialistas nas cidades da Baixada Santista por causa da pandemia gerou uma demanda reprimida que os municípios precisarão absorver para evitar que a fila de espera fique insustentável.  

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Hoje, o tempo de espera para atendimento em algumas especialidades na rede pública de saúde pode chegar a nove meses, levando em consideração as prefeituras que passaram informações. Algumas simplesmente não quiseram dizer esse dado para a Reportagem. Ou seja, a espera pode ser bem maior nas cidades que se negaram a informar.  

A Prefeitura de São Vicente é um exemplo. Informa que há fila para cirurgia pediátrica, cardiologia pediátrica e cirurgia torácica. Ressalta que o maior tempo de espera é para proctologia, cujo agendamento depende do Governo do Estado. Mas não revela o prazo.  

Guarujá é outra cidade que prefere não informar números completos. Atualmente, segundo a Prefeitura, a fila de espera na rede municipal está represada para as seguintes especialidades: cardiologia, urologia, neurologia e otorrinolaringologia. O tempo máximo ficou sem resposta.  

Cubatão afirma que há fila para algumas especialidades. Mas não informa, apesar de questionada, o período máximo para atendimento ou a área. A justificativa foi dada pela secretária municipal de Saúde, Eliane Taniolo: “Todos os dados da série histórica estão comprometidos devido à prioridade ao enfrentamento da pandemia. Estamos retomando nestes dias e, infelizmente,  ainda não temos dados suficientes para fornecer”. 

Mais transparência 

A Prefeitura de Santos diz que o maior tempo de espera é para infectologia: são oito meses. “A demanda reprimida de 152 pacientes será zerada até o final deste ano”, informa a Administração santista, afirmando que o tempo médio de espera é de seis meses, considerando todas as especialidades.  

“A demanda reprimida contempla 55% das especialidades médicas, em áreas como cardiologia, ortopedia e dermatologia. Atualmente, 45% das consultas e 86% dos exames especializados são realizados em até 30 dias”, diz o Município. 

Já em Praia Grande a maior espera é na área de cirurgia plástica, são 261 dias, aproximadamente nove meses. A média de tempo para atendimento nas especialidades é de 28 dias. “A demanda reprimida se deu para maiores de 60 anos. Por outro lado, a fila de menores faixas etárias foi zerada”, diz a Prefeitura.  

Itanhaém informa que a fila represada é maior para otorrinolaringologista, cirurgião vascular e dermatologista, chegando a quatro meses de espera. Nas demais especialidades municipais, o prazo é de, em média, três meses.  

Bertioga também confirma a demanda reprimida para algumas especialidades. O Município possui espera média de 30 dias e de até nove meses para o agendamento com neurologista. 

Em Peruíbe, a espera média é de uma semana, mas para cardiologista e dermatologista chega a três meses. Já Mongaguá afirma que o tempo para ser atendido com especialistas pelo Município é de até 30 dias. 

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