Black Friday, Natal e temporada de cruzeiros são apontados como fatores de aquecimento ao comércio (Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo) A Baixada Santista deve gerar entre 4 mil e 8 mil vagas temporárias no comércio para o final do ano. A projeção é do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (Sincomércio-BSVR). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Esse aquecimento se deve a uma conjugação de fatores: o forte apelo das datas promocionais, como Black Friday, a intensificação das compras de Natal, a retomada do turismo e, especialmente, o impacto da temporada de cruzeiros”, afirma o presidente do sindicato, Omar Abdul Assaf. Além do volume, há a perspectiva de efetivação após o período de festas. “Historicamente, cerca de 25% dessas vagas temporárias acabam se convertendo em efetivações”, diz Assaf. O que define quem fica? “Comprometimento, pontualidade e boa postura no atendimento – especialmente no alto movimento, como em dezembro. Também contam a disposição para aprender, a capacidade de adaptação às rotinas da loja, o domínio básico de tecnologias de vendas, como terminais de pagamento, controle de estoque e sistemas de caixa, além de uma boa comunicação e trabalho em equipe”. O perfil buscado mudou com a digitalização do varejo. “Além de atender bem no presencial, é importante saber lidar com ferramentas digitais, redes sociais, plataformas de vendas on-line e sistemas de gestão”. Para alguns segmentos, inglês básico pode ser diferencial. Assaf ressalta que o profissional mais valorizado é o que une empatia, agilidade e boa comunicação. “Também tem ganhado destaque quem demonstra equilíbrio emocional e capacidade de lidar com picos de movimento – como na Black Friday ou véspera de Natal”. Período de oportunidades Do lado dos candidatos, a mentora de carreira Veridiana Duarte reforça que este é um período de oportunidade – inclusive para quem busca recolocação sem experiência prévia no setor. “O comércio está desesperado para contratar. Ainda não se tenha a qualificação que se precisa para a vaga, as empresas estão até treinando as pessoas”. Para aumentar as chances de ser visto e superar triagens automatizadas, Veridiana recomenda ajustar o LinkedIn (rede social focada em negócios e emprego) com resultados concretos e usar palavras-chave do cargo desejado – obtidas em mapas de carreira de portais de emprego. “O currículo é um robô e não um papel… é a própria ferramenta que vai buscar os candidatos que estão mais aptos”. Ela sugere ainda estudar a empresa onde se está buscando uma vaga, consultando o site, entendendo a missão, visão e valores, e até ensaiar entrevistas – mesmo com apoio de inteligência artificial (IA) – para reduzir ansiedade. “Quanto mais você treina as perguntas prováveis, mais fácil será na hora da entrevista”. Na etapa de efetivação, o comportamento segue sendo decisivo. “Muitas pessoas conseguem o emprego pelas habilidades e competências, mas acabam perdendo por ter um comportamento inadequado”, diz Veridiana, que aconselha boa comunicação, trabalho em equipe e flexibilidade. No recado final, resume: “Não se preocupe com a quantidade de candidatos por vaga; foque em dar o seu melhor e ser o mais honesto possível nesse processo”. No país O cenário local acompanha a tendência nacional. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a projeção é de que sejam geradas 118 mil vagas (temporárias, efetivas, informais e terceirizadas) até dezembro.