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Sábado

19 de Outubro de 2019

Baixa vacinação da gripe na Baixada Santista preocupa

Médicos acreditam que número de casos já está aumentando

A baixa cobertura vacinal na região (41%) contra o vírus Influenza (da gripe), conforme apurado por A Tribuna, está preocupando médicos. Segundo eles, o número de pessoas doentes está aumentando, embora a Prefeitura de Santos não tenha registrado casos. A saída é a conscientização sobre a importância de se imunizar.

A médica pediatra Márcia Faria Rodrigues considera “extremamente preocupante” o fato de menos da metade da população na Baixada Santista ter se vacinado contra a gripe. 

“O número é muito maior do que o que a gente imagina, porque a pessoa fala ‘é gripe’, mas não pede exame. Nós estamos tendo muitos casos. A vacina leva um mês para fazer efeito. É muito preocupante, porque as pessoas não têm a cultura de se vacinar”, diz.

O pediatra e pneumologista Gil Frank confirma a circulação do vírus. “Tem ocorrido de fato bastantes casos que têm sido confirmados pelo teste rápido. A gente faz e descobre se é o Influenza A ou B. Isso está ocorrendo porque a cobertura vacinal está muito baixa”, diz o especialista. 

A Secretaria de Saúde de Santos, entretanto, informa que neste ano “não há casos de síndromes respiratórias agudas graves pelo vírus Influenza entre residentes” na Cidade. 

Já no ano passado, foram 8 pessoas infectadas, sendo uma deles pelo tipo B, três pelo tipo A (H3N2) e quatro pelo tipo A (H1N1), que matou dois pacientes.

“Não chega na Secretaria de Saúde porque não é notificação compulsória. Só há o registro quando o paciente é levado para a UTI, porque evoluem com problema pulmonar”, explica Márcia Faria Rodrigues.

A Baixada Santista conseguiu vacinar, até a semana passada, 41% da população, de acordo com um levantamento feito por A Tribuna. A meta é vacinar 626,5 mil moradores da região até o fim do mês, mas conforme o último balanço, foram aplicadas apenas 262 mil doses.

A campanha de vacinação segue até o próximo dia 31. As doses estão disponíveis nos postos de saúde, de segunda a sexta-feira. A dose aplicada é a trivalente e protege contra os vírus H3N2, H1N1 e B.

Apenas em clínicas particulares é possível encontrar a quadrivalente, que protege, também, contra duas cepas do Influenza B.

Policlínicas

Desde sábado (11), quatro policlínicas em Santos abrem também aos sábados: Bom Retiro, Aparecida, Nova Cintra e Vila Mathias funcionam, nesse dia, das 9 às 16 horas. O município vacinou apenas 35% da população e tem o menor índice de cobertura de imunização entre as cidades da região.

“Isso é falta de consciência da população. Meus pacientes são orientados a tomar vacina de gripe, mas os pais acabam deixando. Mesmo quem já teve uma gripe, assim que melhorar, tem que tomar a vacina”, conclui o médico Gil Frank.

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