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Domingo

12 de Julho de 2020

Apenas 41% tomaram vacina da gripe na Baixada Santista

Adesão está abaixo da verificada no mesmo período do ano passado, quando a metade de população já tinha recebido a imunização

Duas de cada cinco pessoas aptas a tomar a vacina contra a gripe (influenza) compareceram aos postos de saúde na Baixada Santista. No mês seguinte ao início da campanha, apenas 41% do público-alvo foi imunizado com o vírus, informam as secretarias municipais de Saúde. A adesão está abaixo da marca verificada no igual período da ação no ano passado – quando a metade de população local já tinha tomado a dose. 

A meta regional é vacinar 626,5 mil moradores da região até o dia 31 de maio. Conforme o último balanço de vacinação, as nove cidades da Baixada Santista aplicaram 262 mil doses. 

Os dados regionais estão abaixo da média nacional de imunização. De acordo com o Ministério da Saúde, 45,3% da população prioritária já se vacinou – ou 25,75 milhões de brasileiros. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias, como idosos acima de 60 anos, indígenas, pessoas com patologias crônicas, professores e trabalhadores da saúde. 

Mongaguá é o município regional com o maior percentual do público-alvo imunizado. Os postos de saúde da Cidade distribuíram 10,4 mil doses, que equivale a 61% dos atendidos na campanha. “Acreditamos que nas próximas três semanas a população pertencente aos grupos prioritários aderirá à campanha. Estamos reforçando a divulgação nas escolas e demais setores públicos. É uma vacina que previne riscos e protege o cidadão”, diz o chefe de setor de Vigilância Epidemioló-gica da cidade, Arnaldo Cândido da Silva.

Praia Grande (60%), Guarujá (52,9%), Cubatão (52,1%) e Peruíbe (50,2%) são as localidades que ultrapassaram a barreira da metade das doses aplicadas. “O grupo prioritário de menor cobertura é o de crianças. Assim, continuamos reforçando que os pais devem procurar as unidades de Saúde”, diz a diretora de Vigilância à Saúde de Cubatão, Luciana Rozman.

Em Santos, já foram aplicadas 76.147 doses da vacina contra a Influenza (35% da meta). “Em todo o Brasil e também aqui em Santos estamos registrando uma baixa adesão da vacina pelas gestantes e crianças, com as respectivas coberturas até o momento de 28% e 35% destes públicos. Convocamos as mulheres grávidas e os pais e responsáveis de crianças de seis meses a menores de seis anos que os levem aos postos de saúde para a vacinação”, alerta a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras

Segunda mais populosa cidade da região, São Vicente imunizou 43.431 pessoas – ou 44,87% da meta municipal. “A vacinação possui um grande valor, pois a cada ano a cepa (tipo) do vírus muda. Dessa forma, ocorrem os estudos e é feita uma vacina apropriada para aquele ano. Por isso todos devem ser imunizados”, reforça diretora de Vigilância em Saúde de São Vicente, Elenice Cristina de Souza.

Políclinicas em Santos

Os moradores de Santos incluídos no grupo prioritário podem ser imunizados neste sábado (11) em quatro policlínicas que passam a ficar abertas aos sábados. A ampliação do atendimento nesse local já é válita. As doses estão disponíveis nas unidades do Bom Retiro (Rua João Fracaroli s/n°), Aparecida (Av. Pedro Lessa, 1.728), Vila Mathias (Rua Xavier Pinheiro, 284) e Nova Cintra (Rua José Ozéas Barbosa s/n°), das 9 às 16 horas. De segunda a sexta, a imunização ocorre em todas as 29 policlínicas santistas, no mesmo horário. 

A Campanha

A campanha de vacinação segue até o próximo dia 31 e já está em sua segunda fase. As doses estão disponíveis nos postos públicos de saúde, de segunda a sexta-feira. Para se vacinar, é preciso comparecer nas unidades munido de caderneta de vacinação e documento de identidade. 

A dose aplicada durante a campanha é trivalente e protege contra os vírus H3N2, H1N1 e B. Segundo o Ministério da Saúde, a escolha do público prioritário segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estudos epidemiológicos. Todos os anos, a gripe afeta até 5 milhões de pessoas e provoca 650 mil óbitos.

Ministério confirma 99 mortes

Segundo o Ministério da Saúde, 99 pessoas morreram por complicações do vírus influenza no País. Ao todo, 535 pacientes foram hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por gripe. Os dados do boletim epidemiológico são até o dia 27 de abril e foram divulgados pela pasta na noite da última quinta-feira (9) .

Do total de mortes, 88 (90%) foram em pessoas que apresentam fatores de risco como idosos, pessoas com doença crônica, crianças, gestantes, indígenas e puérperas – público-alvo da Campanha de Vacinação, que vai até 31 de maio.

A pasta alerta que a imunização é a melhor forma de prevenir o agravamento e mortes causadas pelos vírus da gripe. O boletim também indica que o vírus A (H1N1) é predominante no País até o momento e também responsável pela maior parte dos óbitos, com registro de 254 casos e 89 mortes. 

Foram identificados ainda 54 casos de influenza A (H3N2); 38 de influenza A não subtipado; e 62 casos de influenza B. Outros 127 casos ainda não tiveram o subtipo identificado. A circulação de vírus se deu com maior intensidade no estado do Amazonas. São Paulo aparece na sequência, com 107 casos e sete óbitos. 

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