O namoro de Lucas e Maria Clara começou há 2 anos e meio, mas os dois se conheceram antes da pandemia de Covid-19 (Alexsander Ferraz/AT) Esta é uma matéria escrita a quatro mãos (fora as do repórter). Ou pronunciada por duas bocas. Tudo como convém a um casal apaixonado, formado por Maria Clara Costa, de 26 anos e que mora em Guarujá, e Lucas Thomaz Batista, de 31 e que reside em Santos. No entanto, a profissional de Educação Física e estudante de Psicologia garante que isso não acontece de maneira clichê com grandes demonstrações públicas, buquês de flores e carros de som. “Nós temos costume de sempre combinar encontros, demonstrar afeto e declarações um para o outro. Eu sou uma romântica padrão, pois expresso mais verbalmente os sentimentos, enquanto ele (que é físico médico) é mais romântico do dia a dia e com atitudes, como levar em casa, carregar mochila e bolsa e pagar almoço e jantar”, conta. O namoro começou há 2 anos e meio, mas os dois se conheceram antes da pandemia de Covid-19. Em razão do isolamento, Maria Clara e Lucas se afastaram durante um tempo e, depois que tudo se normalizou, eles combinaram de ir ao cinema. “Na época, eu estagiava em um local próximo ao trabalho dele. E o Lucas começou a me convidar para almoçar alguns dias na semana. A gente conversava bastante pelo WhatsApp todos os dias, depois começaram os rolês com amigos e, na sequência, família. Temos gostos muito parecidos também e no que não era parecido a gente dava um jeito de explicar ou mostrar para o outro. Então isso foi nos aproximando muito”, recorda. Mais românticos do que antes O casal considera que, atualmente, é mais romântico do que no início do namoro. “O Lucas diz que, hoje, se sente mais à vontade em demonstrar afeto do que no início. Conforme o tempo foi passando, a gente foi entendendo as nossas diferenças e ajustando alguns pontos que eram importantes para cada um”, afirma. Maria Clara e Lucas contam que sempre marcam de se ver durante a semana, mesmo que seja rapidamente após o trabalho ou durante o almoço. “Nos finais de semana, procuramos ter jantares mais especiais, passar o dia juntos, fazer algo novo e por aí vai. Algo que a gente tem costume também é reforçar o que sentimos e como nos enxergamos, nossa importância na vida um do outro”, descreve Maria. A naturalidade com que tudo é feito é que determina, segundo o casal, que o romantismo deles não é ultrapassado. “Fazemos porque é nossa linguagem de amor e como nosso relacionamento funciona, e não por pressão de ser romântico ou querer forçar a barra. Já recebemos comentários dizendo que somos muito grudados, justamente porque sempre procuramos estar juntos e demonstrar carinho um com o outro, como andar de mãos dadas, sentar do lado e não de frente e ter piadinhas internas. Para quem vê de fora, sempre estamos rindo e provocando o outro. Acho que isso, às vezes, pode parecer estranho, mas nós vemos como natural e felicidade por estarmos juntos”, define Maria Clara.