A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aguarda o envio de documentos pela Prefeitura de Guarujá para analisar o processo de homologação do futuro Aeroporto Civil Metropolitano, localizado na Base Aérea de Santos, para voos comerciais. Além dessa questão burocrática, o início das operações segue previsto para o próximo semestre, conforme anunciado em abril pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante a entrega da primeira fase das obras do aeródromo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um processo de homologação havia sido aberto anteriormente, mas foi arquivado devido à ausência dos documentos obrigatórios. Cabe à Prefeitura de Guarujá, responsável pela estruturação e regularização do aeródromo junto à Anac, encaminhar toda a documentação exigida conforme a regulamentação vigente, informou a agência em nota. Atualmente, estão em andamento as obras do terminal provisório de passageiros, cuja conclusão a Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, espera para novembro. Esses serviços aguardam homologação da Anac. O secretário de Infraestrutura e Obras de Guarujá, Henrique Menin, afirma que tudo está dentro do prazo previsto. Segundo ele, o investimento total nos trabalhos — que incluem pista de pousos e decolagens, cerca operacional e terminal de passageiros — é de aproximadamente R\$ 26,5 milhões. O terminal de passageiros começou a ser construído em maio, com uma equipe diária de dez a 15 trabalhadores. A estrutura provisória será modular, composta por 21 peças, e terá capacidade para receber até 24 passageiros simultaneamente. Primeiramente, foi demolida uma edificação antiga, onde funcionava o cinema da Base Aérea, para dar lugar aos contêineres da obra. Atualmente, os trabalhos estão na fase de fundação, escavação e estaqueamento, explica Menin. Melhoram-se vias de acesso à Base Aérea, como a Presidente Vargas (Nicholas Guimarães/Prefeitura de Guarujá) Acessos As obras de acesso à entrada da Base ocorrem em paralelo às do terminal e estão divididas em três fases. Na primeira, houve interdição da Avenida Áurea Gonzales Conde, no sentido da Praça 14 Bis, para serviços de drenagem e ligação dos dois lados da via. Essa etapa deve ser concluída ainda este mês. A segunda fase acontece na Rua Presidente Vargas, até a Rua São Paulo, e a terceira se estenderá dessa via até a Base Aérea. É uma obra que deve se estender até um pouco além do final deste ano, incluindo drenagem e pavimentação. A previsão é que termine entre fevereiro e março, estima Henrique Menin. Desde o século passado Faz mais de um quarto de século que se promete a abertura do Aeroporto Civil Metropolitano em Guarujá. Em 1997, o então prefeito Maurici Mariano disse que buscaria verba estadual para as obras. Em março de 1998, o Ministério da Aeronáutica autorizou a construção do aeroporto. Em agosto de 1999, previa-se que as operações começariam no primeiro semestre de 2000: de forma inédita, um aeroporto militar brasileiro seria também civil. Após idas e vindas e até o risco de que o projeto fosse deixado de lado, a atual configuração planejada para o Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá data de 2018, quando a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Prefeitura de Guarujá iniciaram tratativas para viabilizar o uso da Base Aérea. Em 2022, firmou-se parceria com o Governo Estadual. Em julho de 2023, as primeiras máquinas começaram a operar. Em abril deste ano, a primeira fase das obras terminou: nova pista de pousos e decolagens, intervenções nas pistas de táxi (manobras) A, B e C, sistema de drenagem, instalação de cerca operacional e barreiras de proteção da fauna, para evitar que animais entrem na pista.