Entre os acidentes de trânsito que afetam a rede elétrica estão colisões contra postes e rompimentos de cabos na Baixada Santista (Nirley Sena/ AT) Acidentes de trânsito com impactos sobre a rede elétrica, como colisões contra postes e rompimento de cabos aéreos, provocaram 82 ocorrências de falta de energia de longa duração para clientes da CPFL Piratininga na região da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, entre janeiro e agosto de 2025. O número reforça os alertas da concessionária sobre os riscos e transtornos decorrentes desse tipo de acidente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Esses acidentes afetam não apenas os condutores envolvidos ou a concessionária. Quando a rede elétrica é danificada, o impacto se estende à comunidade. Embora nossos times atuem rapidamente, isolando os circuitos comprometidos para limitar o número de clientes sem energia, as interrupções podem atingir serviços essenciais que exigem funcionamento contínuo, como hospitais e o abastecimento de água”, explica Ricardo Pessanha, gerente de Operações de Campo da CPFL Piratininga. Danos mais severos As colisões diretas contra postes estão entre os acidentes mais críticos, pois geralmente resultam em manutenção demorada ou complexa. Uma mesma ocorrência pode, inclusive, ocasionar danos em mais de um poste, exigindo a troca das estruturas e a reconstrução de um trecho maior da rede. O trabalho é dividido em duas etapas: primeiro, remoção dos riscos e restabelecimento da energia para a maioria dos clientes; depois, os reparos necessários. “Apesar da pronta resposta das nossas equipes, em muitos casos é também necessário aguardar a perícia policial e a retirada do veículo para que possamos iniciar os trabalhos”, explica Pessanha. Os condutores dos veículos identificados como responsáveis legais pelos acidentes podem ter que arcar com os custos dos reparos na rede elétrica, cobrados pela concessionária nesses casos. Um poste tem valor entre R\$ 3 mil e R\$ 14 mil.