A grande dama da bossa nova se apresenta com a Orquestra Sinfônica (Murilo Alvesso/ Divulgação) O Santos Jazz Festival chega à sua 12ª edição com uma programação plural, gratuita e que reforça seus propósitos de representatividade e equidade. Neste ano, sob o tema Sons da Esperança, o combate ao etarismo ganhará espaço especial no palco. E a novidade vem estampada já no show de abertura, que promete emocionar com um encontro de gerações no palco. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O festival terá início no dia 25 de julho, às 19 horas no Teatro do Sesc Santos, com um concerto especial de abertura que reunirá a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos com Alaíde Costa, de 88 anos, a grande dama da bossa nova, que acaba de ser premiada em Cannes, e dois jovens talentosos músicos da atualidade: o baiano Tiganá Santana e a prata da casa Monna. Juntos, farão uma homenagem à obra de Milton Nascimento. A condução da noite ficará por conta de outros dois jovens. O casal Samuel Sestaro e Isabela Correia serão os mestres de cerimônia, marcando posição sobre como é possível e necessária também a integração de Pessoas com Deficiência Intelectual. Arcos do Valongo Como em todos os anos, o palco principal será no Centro Histórico, no Arcos do Valongo, colaborando para a revitalização e valorização do nosso Patrimônio Histórico. Serão 15 shows, de 26 a 28 de julho, trazendo grandes nomes do País, como o rapper BNegão, Tássia Reis e Thalma Freitas, que está comemorando 50 anos e fará uma participação especial no festival - abrindo espaço a diversos artistas locais e reverenciando a obra de gigantes da música: como Johnny Alf, Mercedes Sosa, o movimento Buena Vista Social Club, Chico Buarque, Tim Maia e Dorival Caymmi. Além disso a VDJ Jô Discolada promete aquecer os intervalos e colocar todo mundo pra dançar. Por falar em dançar, o encerramento terá o show de comemoração dos 25 anos de carreira do Clube do Balanço. “Todo nosso line-up dialoga com a diversidade e a democratização da arte. Neste ano temos a honra de poder trazer ao palco a imensa Alaíde Costa, que está recebendo nos últimos tempos a reparação histórica pelo protagonismo na bossa nova e tudo que representa pra música popular brasileira. Outra homenagem que muito nos toca nesta edição é a Johnny Alf, que assim como Alaíde sofreu veladamente todo tipo de preconceito e que terá um tributo especial. E não posso deixar de citar a resistência da música latino-americana, que vamos reverenciar com apresentações dedicadas a dois símbolos: Mercedes Sosa e o Buena Vista Social Club”, destaca Jamir Lopes, curador e diretor que assina a produção do festival. E os 80 anos de vida de Chico Buarque e os 110 anos que completaria Dorival Caymmi não poderiam ficar de fora, e estão com espaço garantido na programação. “Realizar um festival reverenciando os grandes mestres da música e, apresentando os novos, é o grande prazer e desafio de todos os anos”, conta Denise Covas, diretora executiva.