[[legacy_image_193265]] Ícone da cena punk rock brasileira, a banda Plebe Rude surgiu em Brasília nos anos 80 e ficou famosa junto com outros grupos, como Legião Urbana, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso. O vocalista e guitarrista Phillippe Seabra se apresenta gratuitamente em Santos, sábado (23), ao lado de Supla, Fernanda Abreu, Ritchie e Christopher Clark, com a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSS). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em conversa com a Reportagem, ele relembra memórias com a banda e faz uma releitura de como seria a Plebe nos dias de hoje. “Acho que se começássemos agora, seria a boa e velha Plebe, porque isso é dentro da gente. Mas não sei exatamente como seria a aceitação da banda, porque o público está muito disperso. O Brasil tem tantos problemas quanto antes. Se não vejo ninguém da minha geração abordando isso, é porque o pessoal jogou a toalha mesmo”. Seabra, que nasceu nos Estados Unidos, é Cidadão Honorário e Comendador de Brasília – ele conta aos risos sobre o título. Atualmente, é também curador da Rota Brasília Capital do Rock, que conta a história da cena roqueira do Brasil ao longo de placas interativas pela Capital Federal. “É importante marcar esses pontos históricos em Brasília. Todos os locais têm uma placa, com textos em português, inglês e espanhol, com um QR code que você abre e vê fotos e o texto estendido, feito por mim, sobre cada ponto e sua importância histórica deles. É muito legal, você clica e entra em um túnel do tempo”, celebra. Palco fundamentalCom a banda, ele prepara agora o lançamento do disco Evolução Volume 2, que terá 28 músicas inéditas da banda. Ele reforça: tem que escutar na ordem que está no álbum. “A Plebe não é para qualquer um. Duas das músicas têm mais de 10 minutos, orquestrada. O Evolução 2 narra a saga do Homo sapiens a partir do século 19. O volume um começou a narrar desde o despertar da consciência”. Com entusiasmo, ele conta que os shows em Santos, no lendário Clube Caiçara, na época da efervescência do rock nacional, nos anos 80, foram fundamentais para a afirmação do chamado BRock. “Os melhores shows que fizemos foram no Caiçara, que infelizmente não existe mais. Tem que colocar uma placa lá na frente. Foi um momento da história da música brasileira que nunca vai se repetir, o Caiçara foi palco fundamental para isso”. HonraO show deste sábado, ele ressalta, será uma honra, especialmente ao lado dos colegas. O fim da apresentação terá um “elemento surpresa”, segundo Seabra, e a orquestra abre com a música Burn, do Deep Purple. “Isso é incrível. Foi uma honra poder participar disso com meus contemporâneos, Ritchie, Fernanda Abreu, Supla, que a gente sempre brinca que é o nosso ‘líder’ dos punks”, conta, aos risos. A apresentação, que é gratuita, será sábado (23), às 19 horas na Praça Mauá, no Centro Histórico de Santos.