A abertura para convidados aconteceu nesta quarta-feira (5), com o casarão branco lotado (Alexsander Ferraz/ AT) O premiado fotógrafo Araquém Alcântara, de 73 anos, conhecido mundialmente por retratar e fortalecer a defesa do meio ambiente no Brasil através de suas lentes, retornou a Santos nesta quarta-feira (5), onde viveu por 30 anos, para inaugurar a exposição que celebra meio século do seu trabalho. Denominada Araquém Alcântara, 50 anos de fotografia, a mostra estará aberta ao público até o dia 21 de julho, na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, em Santos). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Quem for à exposição no Casarão Branco poderá apreciar 58 imagens feitas no decorrer dos 50 anos de carreira do fotógrafo. A mostra não serve apenas como uma retrospectiva de seu trabalho, mas também tem o intuito de mostrar como as fotos podem ser importantes formas de engajamento social e ambiental. “Faz tempo que não vinha para cá (Santos). Eu tinha o dever moral de começar essa retrospectiva (exposição) aqui. Tenho um verdadeiro amor por Santos”, diz Araquém. Ele contou que começou sua trajetória mostrando as garotas de programa do cais santista, além do dia a dia da Cidade. “Andava com minha câmera na mão. Depois, fui ampliando, fotografando a Mata Atlântica, bichos, a Amazônia. Mostrei o Brasil por uma ótica singular”. Jornalista e professor, como repórter trabalhou em A Tribuna, além de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde. Publicou mais de 60 livros, muitos mostrando os biomas brasileiros. Por seus registros dos ecossistemas do Brasil, se destacou na defesa pela preservação ambiental. Um dos seus primeiros trabalhos nesse sentido foi na Reserva Jureia-Itatins, em 1979, ajudando, inclusive, a evitar a instalação de uma usina nuclear no local. “Eu comecei a semear belezas, mostrar o Brasil de uma forma singular”. Agora, Araquém quer contribuir no processo de conscientização para as mudanças climáticas, já que, na sua visão, estão acontecendo horrores com a natureza. “Precisamos dar vozes às crianças da Amazônia, por isso vou começar a contar histórias para elas”. Denominada Araquém Alcântara, 50 anos de fotografia, a mostra estará aberta ao público até o dia 21 de julho (Alexsander Ferraz/ AT) Casa lotada Ontem, marcando o Dia Mundial do Meio Ambiente, a mostra foi aberta na Pinacoteca apenas para convidados. O Casarão Branco ficou lotado, confirmando a relevância do fotógrafo de destaque mundial. <CW-25>Roberto Clemente Santini, presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, ressaltou a importância da mostra e o que pode ser visto nela. “A exposição traz imagens do nosso Brasil, retratando indígenas, pessoas simples, animais da nossa fauna e também a nossa flora”. Para Santini, a exposição é uma oportunidade muito interessante, não só pelos cenários das imagens, mas também pela qualidade técnica das fotografias, feitas por “um grande artista”. Cristina Guedes, presidente da Associação dos Amigos da Pinacoteca , disse que a presença do Araquém em Santos é motivo de orgulho. “São 58 imagens numa retrospectiva de cinco décadas de trabalho. Ele escolheu a Pinacoteca Benedicto Calixto, escolheu a cidade de Santos para começar essa mostra, porque foi aqui que iniciou a carreira”. Visitação gratuita A exposição está aberta ao público a partir de hoje e vai até 21 de julho. A visitação é gratuita e acontece de terça-feira a domingo, sempre das 9h às 18h. Ela faz parte da 2ª edição do Arte na Pinacoteca, projeto de democratização do acesso à cultura em Santos, que tem aumentado as visitações ao Casarão. Além disso, tem um impacto econômico positivo, gerando criação de empregos diretos e indiretos, também estimulando o turismo local.