[[legacy_image_67610]] Em meio ao caos político e social evidenciado com a pandemia, o jornalista e produtor cultural André Azenha encontrou na escrita de poemas uma forma de extravasar sua indignação com o cenário atual. Os textos, que retratam “personagens e situações de tempos sombrios”, estão reunidos no livro A Era dos Boçais, lançado este mês. “Vivemos em um período com lideranças que pregam ignorância, preconceito, racismo, misoginia, intolerância e negacionismo. E esse tipo de pensamento, ou a falta dele, se expande em várias áreas. Por isso Era dos Boçais, no plural”, ressalta Azenha. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O livro conta com 30 crônicas escritas em versos e, às vezes, em prosa. Alguns dos títulos são: A Estupidez Represada, Versos do Teatro do Absurdo, Esquerda Cirandeira, O Negacionista, Passadores de Pano e Nerd Psicopata. Azenha conta ter interesse por poemas desde a infância, mas que realmente se aprofundou nas leituras sobre política e questões sociais durante o distanciamento social. Foi, então, no final do ano que tudo isso se uniu e foi transposto em poesia. “Comecei a escrever uns dois poemas por dia e, em duas semanas, percebi que já tinha 30 textos”. Depois de mostrar seus textos para pessoas próximas e receber feedbacks positivos, ele diz ter reunido a coragem para publicá-los. Reflexão Essa foi uma forma que encontrou para tentar gerar reflexão e provocar as pessoas para o debate sobre “os retrocessos e injustiças que a gente tem visto”. Mas Azenha crê que ainda há muito trabalho para ser feito. “Torço para que essa era de boçais passe o quanto antes. Mas, por enquanto, eu não tenho perspectivas tão positivas”. Para adquirir o livro A Era dos Boçais, o contato pode ser feito pela página de Facebook da obra ou em aerados bocais@gmail.com.