[[legacy_image_29488]] O meio musical e a poesia estão no DNA de Joana Hime, filha casal Olivia e Francis Hime, e atuando há mais de 20 anos nos bastidores do meio artístico, agora ela estreia na música com uma série de singles que fazem parte de seu segundo livro de poesias, Entreventos, que deve ser lançado no próximo mês. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Cercada da efervescência cultural de sua casa, Joana escrevia desde menina, mas como um hobbie. Apenas em 2014, ela, que já atuava como diretora artística da gravadora Biscoito Fino, tomou a decisão de publicar seu primeiro livro de poesias, De Dentro, que saiu em 2016. “Eu, como virginiana, tinha uma autocrítica ferrenha. Havia o lugar do criador e do operário cultural. Até aquele momento eu tinha muito forte o operário e não conseguia me ver como artista e sempre fui adiando esse sonho”, conta. Depois deste primeiro passo, a produção continuou e, agora, ela se prepara para lançar sua segunda publicação. Mas a poesia vem acompanhada de boa música. Joana apresenta uma série de canções e videocliples feitos a partir do livro, com diferentes parceiros. “Eu gosto do atravessamento das artes. No primeiro livro foram poemas compostos com as imagens de Branca Escobar. Neste segundo, ponho a música à serviço da poesia”, explica. O primeiro poema a ganhar vida fora do papel foio que deu título à obra, inspirado em um trabalho do poeta português José Luís Peixoto, Morreste-me, que ela escreveu pensando em seu pai. Ela pediu que o poeta recitasse seu poema e o resultado a inspirou. “Gostei tanto da gravação que mostrei para meu pai e ele se emocionou”, conta. Para o registro da música, além de Peixoto e Francis, no piano, ela convidou a atriz portuguesa Carolina Floare e o músico multi-instrumentista Jaques Morelenbaum, no violoncelo. A artista já tem outras quatro canções prontas e o projeto deve ter cerca de 10 poemas musicados, sempre gravados com o mínimo possível de instrumentos. A próxima composição a ganhar um single é Casa, outra parceria com Francis. “Depois de Entreventos, vieram várias canções e foi quando me dei conta que estava formando um disco. Eu acho que um álbum é fundamental, pois tem toda uma conexão com o personagem principal sendo a música. No meu caso, a reunião de tudo está no livro, onde a música está a serviço da poesia”. A publicação trará um QR Code que levará o leitor para as músicas nas plataformas de streaming e para os clipes no YouTube. Joana prepara agora uma biografia sobre seu pai. “De cinco anos para cá, quando passamos a morar juntos, minha relação com meu pai ficou mais forte. Fiz mestrado em Letras escrevendo sobre ele, sobre a música e todas as canções que meu pai e Chico (Buarque) fizeram ao longo da vida”, adianta ela que ainda não sabe quando o projeto deve chegar ao público.