Eduardo Sterblitch vive Alfredo Honório, dono do canal de TV Ondas do Mar e apresentador do Alfredo Honório Show (Fábio Rocha/ Globo/ Divulgação) Se o que vivemos nos molda, o que acontece quando precisamos redefinir a história da nossa própria biografia? Em Garota do Momento, novela da seis que estreia nesta segunda-feira (4), escrita por Alessandra Poggi, Beatriz (Duda Santos) acredita desde os quatro anos ter sido abandonada pela mãe, Clarice (Carol Castro). Só que ela não sabe que, na verdade, Clarice perdeu a memória em um grave acidente. Dezesseis anos depois, quando finalmente descobre o paradeiro da mãe, Beatriz se depara com uma outra Bia (Maisa) em seu lugar e precisa lidar com essa nova realidade, dando início a uma jornada – cheia de obstáculos – de reconciliação com o passado. Nessa busca por identidade, surge o entendimento de sua potência, ao desafiar os padrões impostos na década de 1950, quando se torna garota-propaganda de uma das maiores empresas de sabonetes do País. O pano de fundo da história é o ano de 1958, quando o rock americano fazia a cabeça dos jovens, a bossa nova chegava e se misturava às canções da Época de Ouro do rádio e a indústria crescia como nunca. “Escolhi ambientar essa novela de época nos anos 1950, especificamente em 1958, por ser considerado por muitos um dos anos mais felizes do Brasil, com a Bossa Nova e o Cinema Novo surgindo, nosso País ganhando a Copa do Mundo pela primeira vez e a construção de Brasília”, conta a autora Alessandra Poggi. Pitada de história Tudo começa quando Clarice (Carol Castro) – viúva com grande talento para a pintura, mas que ganha a vida como lavadeira – deixa a pequena Beatriz aos cuidados da sogra, Carmem (Solange Couto) e viaja de Petrópolis para o Rio de Janeiro, na tentativa de participar de uma exposição em uma galeria de arte. Na capital, Clarice conhece o empresário Juliano Alencar (Fabio Assunção), herdeiro da Perfumaria Carioca. Ele se apaixona por ela à primeira vista e lhe propõe casamento. Essa união quase não acontece: Clarice flagra uma briga entre Juliano e a amante dele, Valéria (Julia Stockler), que acaba morrendo acidentalmente na confusão. Quando vai denunciá-lo, Clarice sofre um grave acidente e perde parte da memória. Como se lembra apenas de que tinha uma filha chamada Beatriz, seu noivo e a mãe dele, a inescrupulosa Maristela (Lilia Cabral), aproveitam-se da situação e entregam a Clarice outra menina para criar, afirmando ser a filha dela, e por isso, batizada com o mesmo nome. Trata-se de Bia (Maisa), filha que Juliano teve com Valéria. Para garantir que o plano dê certo, Maristela e Juliano criam um falso passado para Clarice, que inclui até uma família fictícia. “É genuíno o sentimento da Clarice pelo Juliano. Foi a primeira vez que ela se abriu para o amor depois que ficou viúva. Mas tudo anda muito rápido e ela quer voltar a Petrópolis para buscar a filha. Só que acontece o acidente, e a história muda de direção”, explica a atriz Carol Castro.