[[legacy_image_185606]] O filme Entre Raiz e Asas (ERA), produzido e gravado em Santos, foi um dos vencedores do 14º New York Independent Film Festival, com o prêmio de melhor roteiro. O longa-metragem também foi selecionado para participar do Los Angeles Latinx Film Festival. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O roteiro é dos santistas Rafaela Navarro, Wlado Herzog e Gabriel Muglia - este último capa da última edição do domingo + e cuja entrevista pode ser lida aqui. EnredoERA conta a história de Vera (vivida pela atriz Maura Hayas), que decide sair de casa com os filhos ao descobrir que o marido Eugenio (interpretado por Ricardo Fialho), professor de Ética, se envolveu em um caso extraconjugal. “A história é sobre a separação do casal. Os dois dividem o protagonismo. O casamento estava desgastado e Eugenio é atropelado por uma paixão. Vera, então sai de casa e, mesmo sabendo que a relação estava falida, sofre. Mas, ela vai tirando essas camadas e vai em busca de si mesma. Apesar de ser contada pelos dois, há uma ênfase do olhar feminino”, diz Herzog, que também dirige o longa junto com Muglia. [[legacy_image_185607]] No decorrer do filme, há ainda o ponto de vista do filho adolescente, Robinho, que sofre pela separação dos pais. “É uma história contada de uma forma sensível, sem ficar parada no clichê do cara mais velho que vai atrás da novinha. O que ele buscava, na verdade, era a sensação do que ele tinha com a Vera antes”. O nome Entre Raiz e Asas diz muito sobre o que é o filme: a vontade de se libertar e viver novas experiências sem perder aquilo que foi construído, a base, a família. “É um filme de relações. Do Eugenio, da Vera e de quem assiste”. Com muitas paisagens conhecidas dos santistas, como a praia, a Praça dos Andradas, os jardins, ERA tem um elenco na maioria da Baixada Santista. “É um filme independente e totalmente colaborativo. Todos da produção tornaram-se sócios da produção. Isso foi um grande legado. Se um dia der dinheiro, vamos distribuir entre todos que trabalharam”, explica Herzog. Além de Vera e Eugenio, há outros personagens fundamentais, como o núcleo da família e amigas da Vera, seu ex-namorado, os filhos do casal, os alunos, o dono do bar, formando uma teia mais complexa, em cenas vezes divertidas, dramáticas e melancólicas, que levam a refletir. Herzog comemora e diz que o prêmio deixa portas abertas de uma forma mais segura. “Não daria para fazer isso de novo. Porque a gente parou a vida por meses para fazer o filme e a gente precisa de dinheiro também. Mas está sendo muito bacana esse resultado e o que estamos conseguindo”. ERA começou a ser gravado em agosto de 2018 e foi finalizado no início do ano. O prêmio foi recebido em Nova Iorque pelo ator Rogério Mendes, que vive o ex-namorado de Vera. Segundo Herzog, o longa será exibido em Santos, durante o evento da Unesco, Cidades Criativas, em julho.