[[legacy_image_2684]] A família de Chris Cornell está processando um médico de Beverly Hills por prescrever medicamentos em excesso para o cantor de rock grunge, o que o teria levado ao suicídio no ano passado. A ação, apresentada ao Tribunal Superior de Los Angeles, afirma que o médico Robert Koblin "de maneira negligente e repetida" receitou substâncias controladas que alteraram a mente do cantor, em particular 940 doses do medicamento contra a ansiedade Lorazepam, também conhecido por Ativan, entre 2015 e 2017, ano da sua morte. O processo, apresentado em nome da viúva de Cornell, Vicky Cornell, e de seus dois filhos, alega que durante este período Koblin continuou receitando drogas para o cantor sem tê-lo examinado. "Em nenhum momento durante este período o doutor Koblin realizou qualquer exame médico em Cornell, pediu exames de laboratório, obteve um histórico médico, realizou qualquer tipo de avaliação clínica ou sequer manteve contato físico com o senhor Cornell". A ação afirma que as drogas "afetaram a cognição do senhor Cornell, prejudicaram seu julgamento e o levaram a comportamentos perigosos e impulsivos que não foi capaz de controlar e que custaram a sua vida". "No momento da sua morte, o senhor Cornell tinha tudo para viver e estava planejando um futuro de gravações, apresentações e trabalho como ativista de caridade", destaca a ação. O cantor, que sempre lutou contra as drogas e a depressão, foi encontrado morto em 18 de maio de 2017 em um hotel de Detroit, após tocar com sua banda principal, Soundgarden. Ele tinha 52 anos e sua morte foi declarada como suicídio por enforcamento.