Os rappers foram acusados por meio da mesma lei (Reprodução/Instagram e Divulgação/Departamento Policial de Chicago) Depois de ser investigado, o rapper estadunidense Sean Diddy foi preso em Nova York, no dia 17 deste mês. Entre as acusações contra o cantor estão tráfico sexual, sequestro e suborno. Por ser amigo de outras pessoas no ramo musical, como Justin Bieber, Jay-Z e Beyonce, a prisão do artista gerou questionamentos sobre o envolvimento de outras pessoas famosas nos crimes. Apesar disso, seu caso pode ser comparado com o de Robert Sylvester Kelly, outro rapper, que foi para a prisão em 2019. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os casos de Sean Diddy Combs e R. Kelly possuem semelhanças, pois ambos são músicos famosos acusados de crimes sexuais em Nova York. Nos dois casos, a Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime Organizado (Racketeer Influenced Corrupt Organization Act, ou Rico) foi usada para acusá-los de criar esquemas envolvendo funcionários e empresas para facilitar esses crimes e encobri-los. A Lei Rico é prevista nos Estados Unidos para atacar grupos criminosos organizados e as suas operações. Assim, ela prevê penas alargadas (até 20 anos de prisão) por crimes cometidos de maneira violenta ou ameaçadora contra alguém. A principal diferença entre os casos dos rappers é que Kelly foi condenado por crimes envolvendo menores de idade, enquanto Combs não foi acusado de crimes contra menores, o que pode ser uma estratégia de defesa. Apesar disso, os dois artistas foram acusados de crimes que destacam o uso de poder e influência para cometer e ocultar abusos.