[[legacy_image_189059]] Se arriscar no que faz o coração bater mais forte pode gerar grandes resultados. Foi o que aconteceu com o santista Fabrício de Lima, 37 anos, que escolheu o Cinema como parte de sua essência desde pequeno. Hoje, ele soma diversas seleções internacionais com suas produções, como sempre sonhou. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Quando criança, o cineasta costumava visitar locadoras de filmes com frequência, junto da mãe. Por isso, desejava estar sempre rodeado pelas obras da sétima arte. Por ser designer gráfico em primeiro plano, Fabrício sempre teve habilidades de edição e composição. Ele tinha uma banda de 'new metal' [subgênero do heavy metal], e produzia os elementos cinematográficos do grupo por conta própria. "Eu era escolhido para ser o diretor das obras por ser muito chato e exigente em todos os trabalhos que realizava", brincou. [[legacy_image_189060]] Conquistas e premiações Com todas as experiências somadas, ele afirma que sua trajetória é uma 'mistura de sorte e trabalho'. Após adquirir prática com roteiros e produção, ele ganhou uma bolsa para um curso profissional de cinema. Com isso, foi premiado no Festival de Cinema de Santos, na categoria de direção, e a partir de 2019 nunca mais parou de criar obras cinematográficas. "Tive a oportunidade de escrever e dirigir um novo filme, que foi selecionado para alguns festivais. Entre eles, o Curta Santos. Lá, o diretor Rodrigo Reinhardt viu meu trabalho e me convidou para trabalhar na equipe de produção e direção do meu primeiro longa-metragem 'O Braço Direito'" Nesta obra, o cineasta afirma que sentiu na pele o poder de um filme. "Estávamos filmando na estrada desativada da Anchieta, quando o ator, em cena, simplesmente cortou todas as falas e as resumiu com apenas um gesto. Os pelos dos meus braços ficaram arrepiados com aquela coisa fantástica. Ali, eu vi que o cinema tem poder". Como reconhecimento internacional, seu curta-metragem “Parabéns, Aline”, lançado em maio de 2022, foi selecionado duas vezes na Índia - uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo. No 11th Bangarole Shorts Film Festival [evento para reconhecer o trabalho de cineastas da Índia e mundo], a equipe de Fabrício recebeu a Menção Especial do Festival, premiação que enriqueceu sua carreira. Ele afirma que, mesmo com a pandemia da covid-19, cada pessoa que trabalhou no projeto se doou com amor e dedicação. O curta também foi selecionado no Flickyy Monthly International Creative Fest, um festival que contém uma plataforma própria de exibição com mais de 400 mil usuários, e vai acontecer no mês de julho. [[legacy_image_189061]] Dicas para profissionais da região Fabrício afirma que, na Baixada Santista, o mercado profissional do audiovisual valoriza, primeiramente, a publicidade. "O mercado para o cinema praticamente não existe no Brasildesde 2019. Imagine o reflexo disso por aqui [Na Baixada Santista]", aponta. Contudo, ele salienta que o Movimento Audiovisual da Baixada Santista (MABS), contribui para a conquista de alguns avanços importantes para o segmento. Aos recém formados na área, Lima aponta que 'é preciso colocar o sonho na vida real e descobrir se realmente ama essa área'. "Uma coisa é assistir aos filmes e vídeos, e outra é produzi-los. Depois de entender isso, é necessário ter bastante resiliência, estudar e analisar muita coisa, para criar uma bagagem cultural", conclui Fabrício. [[legacy_image_189062]]