Diddy está preso em Nova Iorque desde o dia 13 de setembro (Reprodução/Instagram) Novidades do caso de Sean ‘Diddy’ Combs citam um suposto abuso contra o cantor Usher e que o rapper ansiava pela presença dos príncipes William e Harry em suas festas. Enquanto isso, a defesa de P. Diddy entrou com um pedido de liberdade provisória argumentando que o cliente não apresenta nenhum risco de fuga do país. (Confira mais abaixo) Descrito em ações civis como ‘predador sexual violento’, o rapper relatou que gostaria que os príncipes William e Harry participassem de suas festas quando jovens. Tais festas eram o ‘abatedouro’ de Diddy. Diddy fez revelações a respeito dos príncipes William e Harry em uma entrevista ao programa The Graham Norton Show, em 2011. Na conversa, ele cita que gostaria da presença deles em um de seus eventos, em que havia o uso abundante de drogas e sexo coagido. Sean comentou sobre os membros da família real britânica quando o príncipe William estava prestes a se casar com Kate Middleton. Segundo o portal dos Estados Unidos Page Six, Combs se referiu às saídas noturnas de William e Harry durante a juventude. Em 2007, os príncipes foram fotografados ao lado de Diddy e também do rapper Kanye West após uma apresentação no evento Princess Diana Memorial Concert, na Wembley Arena. Não está claro, no entanto, se algum dos monarcas foi a uma das festas de Combs, segundo o Page Six. Usher e o suposto abuso Gene Deal, ex-segurança de Sean ‘Diddy’ Combs, revelou supostos abusos sexuais do magnata da música contra Usher. Em entrevista ao podcast Art of Dialogue, publicada na sexta-feira (4), Deal explicou porque Usher teria sido hospitalizado, ainda menor de idade. "Eu ouvi de uns executivos da música em Harlow [...] E eu nem sabia quem era Usher. As pessoas ficavam fofocando", começou Deal. Ele explicou que muitos boatos corriam em torno de Diddy, e que ouviu sobre a ida de Usher ao hospital por meio de outras pessoas, pois não estava presente. "Puff mandou 'sua criança' para o hospital", Deal confessou ter ouvido. Em seguida, sobre a razão da hospitalização, Deal disse que Usher, que ainda era menor de idade, teria sofrido sangramento interno na região anal. "É o que foi dito para mim. Na época, eu nem tinha nome para essa 'criança'". "Você não sabe se é verdade. Você só ouviu isso. Tudo isso é maluquice", finalizou Deal, sobre toda a situação com o rapper. Diddy foi acusado de múltiplos crimes, entre eles tráfico sexual, extorsão e associação criminosa. Acusado por mais de 120 vítimas, o rapper realizava as festas chamadas de "freak-offs". Diddy, considerado uma das maiores influências no mundo da música, apadrinhou Usher quando o cantor ainda era menor de idade. Aos 14 anos, ele chegou a morar com o rapper, que também tinha sua tutela legal. Em 2016, Usher contou ao The Howard Stern Show que se mudou com Combs para "ver o estilo de vida". Sobre as "freak-offs", declarou: "Não sei se eu poderia me permitir e entender o que eu estava vendo. Era bem selvagem. Estavam acontecendo coisas muito curiosas, e eu não necessariamente entendia". ‘Boa noite, Cinderela’ A advogada de uma das acusadoras de Sean "Diddy" Combs, Ariel Mitchell-Kid revelou em entrevista ao canal News Nation que o rapper e produtor teria misturado "Boa noite, Cinderela" a um lubrificante íntimo para abusar da suposta vítima. De acordo com a advogada, sua cliente foi obrigada a se despir para o magnata da música, que a ameaçava com uma faca. Segundo o relato de Mitchell-Kid, sua cliente teria sentido o corpo amolecer após espalhar o lubrificante alterado na pele. "Por fim, minha cliente foi estuprada pelo sr. Combs, seu segurança e amigo a convidou para a casa [de Diddy] e armou toda essa situação", contou a advogada. "Os detalhes são gráficos e o processo expõe todos os detalhes de como minha cliente foi vitimizada de maneiras deploráveis naquela noite, a forma angustiante como ela escapou e conseguiu ficar em segurança após o ataque", continuou Mitchell-Kid. Lubrificante batizado "No processo, há uma parte em que [minha cliente afirma que] o sr. Combs a ameaçou com uma faca e a fez tirar suas roupas. Então, ele tirou uma substância líquida de uma pochete e esguichou nela, que inicialmente acreditava ser ácido, mas era lubrificante", contou Mitchell-Kid. "Depois de ela estar coberta desse óleo, o ataque começou", seguiu a advogada. "Durante esse ataque, seu corpo ficou mais e mais mole e ela não sabia dizer o que estava causando aquilo". Segundo Mitchell-Kid, sua cliente consumiu apenas um gole de água na casa de Combs. "Ela entendeu que seja lá qual era o líquido que era esguichado nela tinha algo que essencialmente a debilitou", explicou. Após pesquisa, Mitchell-Kid afirma que o lubrificante pode ser um condutor para gama-hidroxibutirato, droga usada como sonífero. "Por isso ele estava banhando ela em lubrificante antes para facilitar o abuso. Era isso que estava baixando suas defesas". A advogada afirma ainda não ter visto nenhum caso similar entre as mais de 120 acusações levantadas contra o rapper. Liberdade? Nesta terça-feira (8), o TMZ revelou que a defesa do produtor musical Sean Combs, o P. Diddy, entrou com um pedido de liberdade provisória argumentando que o cliente não apresenta nenhum risco de fuga do país, ao contrário do que os promotores federais alegaram. A solicitação foi negada pela Justiça. Incluindo essa, já houve outros três pedidos de liberdade provisória para Diddy. Os juízes rejeitaram as solicitações, considerando que ele representa um perigo para a comunidade e para as testemunhas. De acordo com o site, caso o pedido fosse aceito, Combs pagaria fiança de US\$ 50 milhões e se comprometeria a receber apenas visitas de familiares, além de enviar diariamente ao tribunal um registro assinado desses visitantes enquanto aguardasse o julgamento em sua mansão em Miami. Outras condições sugeridas pelo rapper, caso fosse liberado, incluíam evitar qualquer contato com testemunhas conhecidas do júri e submeter-se a testes de drogas semanais. Lembrando que Puff Diddy está detido desde 16 de setembro no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, nos Estados Unidos, enfrentando acusações que incluem incêndio criminoso, tráfico sexual, associação criminosa, agressão e extorsão. Ele se declarou inocente.