[[legacy_image_170348]] As ações da Netflix operaram em forte queda nesta quarta-feira (20), após a empresa ter reportado na terça-feira uma perda de 200 mil assinantes em todo o mundo entre janeiro e março – é a primeira vez que a gigante do streaming teve resultado negativo desde 2011. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta quarta (20), as ações da companhia despencavam mais de 30% na bolsa de Nasdaq, em Nova Iorque, caminhando para seu pior dia desde outubro de 2004. A empresa culpou a inflação, a guerra na Ucrânia e a concorrência feroz pela queda de assinantes e pela projeção de perdas maiores à frente. No primeiro trimestre deste ano, a base global de assinantes da Netflix se manteve na casa dos 221,6 milhões, mas a companhia projeta que perderá mais 2 milhões de clientes no segundo trimestre deste ano. ExpectativaA expectativa era de que o número de assinantes crescesse 2,5 milhões nos primeiros meses do ano. Em carta aos acionistas, a empresa disse que a pandemia de covid atrapalhou essas previsões, porque houve um aumento significativo da receita em 2020, fazendo com que a maior parte do crescimento lento visto em 2021 fosse entendido apenas como um efeito rebote daquela aceleração. A companhia relacionou as perdas de assinantes nos Estados Unidos e Canadá com o recente aumento de preços de seus planos naqueles países. A suspensão do serviço na Rússia, decidida pela empresa por causa da guerra contra a Ucrânia, também impactou nos resultados do trimestre.