[[legacy_image_179805]] Tenho tentado, sempre que possível, fugir do circuito de estreias nos cinemas em nosso bate-papo semanal. Primeiro porque o caderno Galeria faz - e muito bem - este papel de noticiar os lançamentos. E em segundo lugar porque o que tem chegado aos cinemas são as superproduções, os filmes de super-heróis, as grandes franquias. E, creio, nossa missão aqui é mostrar o que de melhor está escondido naquele único horário dentro de uma sala de cinema ou fora dos 10 mais do streaming. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios Disse tudo isso só para justificar que, nesta semana, vou trair este princípio. É impossível ficar indiferente a Top Gun - Maverick, que chegou quinta-feira às telas carregado de expectativas de quem tem no filme original, feito há - acredite - 36 anos, um ícone daquele cinema oitentista que tantos clássicos produziu. Ou, até mesmo, quem teve em Take My Breath Away, sua canção-tema, o embalo para os romances da juventude. O filme é melhor que o original em muitos aspectos, em especial, claro, nos aviões, que fazem manobras espetaculares e que apenas com a tecnologia de hoje seriam possíveis na telona. Fora dos céus, a ação se passa na já conhecida academia Top Gun, que enfrenta a ameaça da tecnologia, já que num futuro próximo os pilotos devem ser substituídos por drones ou inteligência artificial. É aí que entra a figura de Maverick, personagem do incrível Tom Cruise, para mostrar que o elemento humano sempre vai fazer a diferença. Ele volta à academia para se engajar em uma missão e ajudar a formar uma nova geração de pilotos (inclusive o filho de Nick Broadshaw, o Goose, seu antigo companheiro e amigo). O que vale mesmo no filme são as espetaculares cenas de ação, mas há também as pequenas tramas “em terra”, incluindo amizades, rivalidades e amores, tudo em um clima leve e bem-humorado como era o filme original. Lá no comecinho do texto eu falei da canção-tema, lembra? No novo filme, o destaque é Hold My Hand, cantada por Lady Gaga, que foi injustamente criticada pelo som não lembrar em nada a canção da banda Berlim. Será que deveria? Achei boazinha! Com clima de nostalgia ou de novidade (para as novas gerações que nem assistiram ao original), Top Gun - Maverick funciona, diverte e confirma o carisma e o poder de Tom Cruise, um cara que consegue superar todos os estigmas que tentaram lhe impôr, do galã sem talento ao esquisito adepto da cientologia, para confirmar que, com quase 60 anos, é o maior nome do cinema de ação da atualidade. Assista e se divirta!! +++ Jackson em Garfield O sempre ótimo Samuel L. Jackson se juntou a Chris Pratt em Garfield. Enquanto Pratt emprestará sua voz ao personagem central, o cínico e preguiçoso Garfield, Jackson fará a voz e cederá sua personalidade a Vic, pai de Garfield. Esta produção será totalmente animada. Comédia de super-heróiConfesso que tenho problemas para acompanhar as histórias de super-herói da Marvel, que exigem que você tenha visto vários filmes, lido vários gibis e assistido às séries para entender o que está acontecendo. Mas gostei - e muito - de Thor Ragnarok, um filme com approach mais cômico para personagens como o próprio Thor e o Hulk. Por isso fiquei empolgado com o trailer de Thor: Amor e Trovão, que é dirigido pelo mesmo Taika Waititi de Ragnarok e também de Jojo Rabbit. Deve chegar em breve às telas. Cisco na telonaEstreou o documentário Cisco Araña - Longboard Bossa-Nova, com a trajetória do surfista santista, campeão paulista, brasileiro e que coordena o exemplar trabalho da Escola Radical de Surf e da Escola de Surf Adaptado de Santos. Para quem perdeu, ele será exibido novamente no Santos Film Fest, no final de junho.