[[legacy_image_275351]] Strange New Worlds, a série mais interessante do universo de Star Trek desde A Nova Geração, teve na última semana sua segunda temporada disponibilizada no streaming Paramount+. Não por acaso, o show, que recebeu inúmeros prêmios em 2022, chega cercado de expectativas depois de um primeiro ano simplesmente acachapante, que levou os fãs ao delírio por, enfim, verem o conceito que tornou Star Trek um sucesso mundial há 60 longos anos, sendo uma franquia respeitada e honrada. Um seriado delicioso, que vai entregar boas horas de diversão e reflexão aos fãs e que, por si, já é uma ótima razão para assinar o streaming da Paramount, pouco lembrado pelos fãs. Dica: dá para assinar o Paramount+ dentro do Claro Now, para ver na tevê. Nota do crítico: +++++ E vale ressaltar: o fã de Star Trek é diferenciado, por várias razões. Ele tem um nome próprio que o define (trekker), mais de duas dezenas de shows, filmes e animações para assistir e reassistir e, ainda por cima, é reconhecido como um cara inteligente e antenado. Do alto de toda essa importância, o fã de Star Trek é, também, um grande chato, que raramente aprova o que é feito com seu objeto de adoração e que acha razões para criticar cada mínimo detalhe do que não agrada. Eu próprio me incluo nessa categoria. O fato de Strange New Worlds ter agradado, portanto, é mais do que relevante. Para quem não conhece, essa série mostra as viagens da nave Enterprise na era pré-Capitão Kirk, dez anos antes do icônico personagem, quando ainda era comandada por Christopher Pike. Alguns velhos conhecidos já fazem parte da tripulação, como a jovem – insegura e rebelde – Uhura, o também muito jovem Spock e a enfermeira Chapel, imortalizada por Majel Barrett-Roddenberry, esposa do criador do show original. No enredo, a Federação Unida de Planetas e seu braço militar, a Frota Estelar, ainda estão em formação, em busca de planetas que queiram fazer parte da cultura de paz e de desenvolvimento mútuo, proposta pela organização. A tecnologia ainda está em seus primeiros estágios e muita coisa não funciona como deveria (mesmo assim, a série parece mais moderna do que a original, de 1964). Um fator que chamou bastante a minha atenção positivamente foi a preferência por episódios que concentram uma história completa, com começo, meio e fim. É muito chato ter que assistir a uma temporada inteira – ou, no mínimo, a um arco de cinco, seis episódios – para saber o fim de uma história. No primeiro episódio da nova temporada, por exemplo, Spock desobedece as ordens da Frota Estelar e leva a nave e sua tripulação para uma zona disputada e em guerra do espaço, onde todos terão que encarar de frente os klingons, grandes inimigos da federação. Por falar em klingons, é muito bom vê-los mais parecidos com a concepção original ou, pelo menos, a vista em A Nova Geração. Nenhuma raça da franquia mudou tanto e de forma tão inexplicável quanto os klingons ao longo das produções. Vale celebrar bastante o talento de Akiva Goldsman e Alex Kurtzman, que, nos últimos anos, resgataram a aura de inteligência e criatividade do universo trekker, desde que o primeiro reboot para o cinema surgiu, em 2009. Resta torcer para que continuem a demonstrar tanta sabedoria e dosem a quantidade de produtos simultâneos no ar – no ano passado, eram sete, entre séries e animações para a tevê e o streaming!!!