(Adobe Stock) Com a chegada da primavera, quem tem rinite e outras alergias liga um alerta de perigo. O aumento do pólen no ar é um agravante para as crises alérgicas e as temperaturas mais altas podem causar dermatites. Contudo, ao contrário do que muitos podem imaginar, isso não acontece só com as pessoas. Os animais também sofrem em meio à nova estação. De acordo com a professora e mestre em Medicina Veterinária da São Judas-Unimonte, Christianni Padovani De Biaggi, os tutores precisam ficar atentos aos sinais de calor que os animais possam manifestar em dias mais quentes. “Os cães, principalmente de pelos longos, são extremamente sensíveis ao calor. Eles costumam ficar bastante ofegantes, cansados e apresentam intolerância a exercícios. É importante estar atento a esses tipos de sintomas para poder agir o mais rápido possível”. Sendo assim, a especialista recomenda que, em dias de calor, os tutores optem por deixar os animais com os pelos mais curtos. “Com a tosa, eles conseguem se sentir mais confortáveis e tolerar melhor as altas temperaturas da Baixada Santista”. Outro fator é que, durante este período de altas temperaturas, em especial com o clima quente e úmido da região, é comum ocorrer problemas de pele de maneira intensificada. “Muitas vezes a gente pega aqueles animais que já são atópicos (com predisposição a alergias), que já têm quadros alérgicos, e esses quadros podem piorar. Por conta disso, muitas vezes, os animais precisam tomar banhos com mais frequência. Além disso, é importante ficar sempre atento com medicações para controle de inflamação cutânea”. Entre os cães e os gatos, a professora ressalta que os cachorros costumam sentir mais desconforto com as altas temperaturas. Por outro lado, os gatos podem se sentir incomodados também, em especial os felinos de pelo longo, como os gatos persas. Para prevenir esses sintomas, Biaggi recomenda, principalmente aos tutores de gatos, que deixem à disposição vários potes de água espalhados pela casa. De preferência, vale apostar até mesmo em uma fonte de água, já que os felinos gostam muito de beber líquido nesse tipo de equipamento. Enquanto isso, para cães, as indicações são manter a água sempre fresca e em recipientes com isolamento térmico. Sinais de alerta A especialista reforça que o tutor precisa ficar atento e observar o animal. Se o pet ficar muito ofegante, extremamente intolerante a qualquer tipo de manipulação, ficando com alteração na coloração da língua, como língua roxa, por exemplo, isso pode significar um estresse térmico. Além de acompanhar a pele. “Muitas vezes, há a necessidade de levar esse paciente para o atendimento veterinário. Se nós estivermos nos referindo a pacientes que já apresentem comorbidades prévias, como por exemplo animais cardiopatas ou com algum outro problema respiratório, nessa época de altas temperaturas esses sintomas podem se intensificar um pouco mais, então precisa realmente ficar atento para idas até o veterinário”. Coceiras Nas temperaturas mais altas, Biaggi cita que ocorre com mais frequência a infestação de pulgas e carrapatos. Como carrapatos transmitem uma doença difícil de tratar, que causa anemia e queda de plaquetas, a professora alerta que é fundamental reforçar o uso preventivo. “Outra situação que pode ocorrer é, caso o tempo fique muito quente e seco, ou se houver diminuição da quantidade de chuvas, o aumento da quantidade de pó e fuligem no ambiente. Para animais com problemas respiratórios, isso pode agravar crises de asma ou bronquite. Por isso, é importante verificar a umidade do ar. Se o animal estiver em um ambiente com baixa umidade, deve-se apostar em umidificadores para melhorar a qualidade do ar”. Prevenção Dentro de casa, a profissional destaca que o caminho é a adaptação para ajudá-los a lidar com o calor. “De preferência, tendo ventiladores ou aparelho de ar-condicionado para ajudar no conforto térmico. No caso do ventilador, evitar de ter contato direto com o animal, e sim um pouco mais longe, só para refrescar o ambiente”. O contato com piso frio também ajuda a melhorar o conforto com altas temperaturas. Há, ainda, outra alternativa, que são os tapetinhos gelados que controlam a temperatura. Biaggi diz que os tutores têm que procurar sempre deixar o local bem arejado, com janelas abertas, para que haja uma circulação adequada de ar e, dessa maneira, você consiga deixar os pets mais confortáveis.