[[legacy_image_348095]] A vacinação contra a gripe já teve início em todo o Brasil. O médico Leandro Schimmelpfeng responde a dúvidas sobre a eficácia, duração e efeitos colaterais sobre a imunização. Há efeitos colaterais? Sim, eles podem aparecer, mas não duram mais de 48 horas. Os sintomas, em geral, são febre de 38°C, dor no local da aplicação, dor muscular, mal-estar, fadiga e perda de apetite. Quando não se vacinar? Se a pessoa estiver doente, com febre ou alguma infecção deve aguardar, porque o sistema imunológico já está passando por uma luta. É preciso que o paciente se restabeleça primeiro para, depois, se vacinar. Quem possui alergia ao ovo, ao timerosal (produto conservante da vacina) ou tem a síndrome de Guillain Barré (polineuropatia que causa fraqueza muscular) não pode tomar a vacina da gripe. Quem teve covid recente pode tomar a vacina da gripe? Sim, é algo importante, pois é proteção contra um vírus diferente. Mas precisa estar curado da covid para tomar a vacina contra a gripe convencional. Pode tomar outras vacinas junto à da gripe? Sim. Várias vacinas podem ser tomadas junto com a da gripe. A da covid é um exemplo. Tomei a primeira dose da vacina na rede pública. Posso tomar a outra dose na rede particular? A vacina que a rede pública administra é trivalente. Para as cepas virais mais comuns no Brasil, ela tem cobertura suficiente. A não ser que a pessoa vá viajar para o exterior, por exemplo, onde pode haver uma cepa diferente das que circulam no Brasil. Então, pode ser interessante tomar a vacina da rede privada, que é tetravalente e protege contra uma cepa a mais do que a oferecida pelo SUS. Tomei a vacina, mas peguei gripe. Isso tem relação? Apesar de tomar a vacina contra a gripe, ainda é possível contrair a doença. Isso não está relacionado à vacina em si, que é feita com vírus mortos ou enfraquecidos, incapazes de causar a gripe. O sistema imunológico leva de quatro a seis semanas para se fortalecer após a vacinação. Durante esse período é possível ser infectado. No entanto, essa ocorrência não é resultado da vacinação, mas sim do tempo necessário para desenvolver a imunidade. BronquioliteQuem já viu um bebê com a bronquiolite sabe como é sofrido. Trata-se de uma inflamação dos bronquíolos pulmonares, que pode se manifestar de várias intensidades. “Quando o bebê pega algum vírus, a inflamação aumenta a produção de secreção, o que leva à diminuição das vias respiratórias, dificultando a respiração”, explica o médico Paulo Telles, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Nas formas mais graves, essa reação brônquica pode levar a internações, sendo a principal causa entre bebês de até 2 anos. A novidade, segundo a pediatra Anna Dominguez Bohn, é a imunização recém-aprovada pela Anvisa. “A vacina Abrysvo é aplicada em dose única durante a gestação e previne contra o vírus VRS (principal motor da bronquiolite)”, explica a médica. Sendo assim, gestantes que estiverem com 32 a 36 semanas e 6 dias entre dezembro e julho poderão tomar a vacina para proteger os bebês que nascerão na sazonalidade do vírus, de fevereiro a agosto. “A previsão de chegada da vacina é para o segundo semestre de 2024”, avisa a médica. Outra medida de combate apontada por Anna Bohn é a imunoprofilaxia com anticorpo monoclonal para VRS, ministrado em dose única a bebês de até 8 meses no período de sazonalidade. “O medicamento nirsevimab, também aprovado pela Anvisa, deve chegar no segundo semestre”. O médico Paulo Telles reforça a importância de observar os sintomas. “O grande risco é quando há aumento da frequência das respirações para manter a oxigenação, já qu esse esforço pode levar a fadiga muscular e insuficiência respiratória”. Segundo o especialista, é importante os pais se atentarem ao período que vai do terceiro ao quinto dia: “É aí que a tosse pode piorar e a criança começará a respirar mais rápido e ofegante”.