(Adobe Stock) Novo estudo da Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (Afip) revelou aumento alarmante da presença de microrganismos super-resistentes a antibióticos em hospitais brasileiros, com 6,5% das amostras coletadas em 2023 testando positivo para bactérias preocupantes. As infecções hospitalares atingem cerca de 14% dos pacientes internados no Brasil, principalmente os que realizam procedimentos invasivos como passagem de cateter, sondas, endoscopias ou cirurgias. Cerca de 10% dos doentes que contraem esse tipo infecção não sobrevivem, devido à presença de micro-organismos multirresistentes. A prevenção é uma das iniciativas mais importantes. O problema pode se manifestar durante a internação ou mesmo alguns dias após a alta hospitalar. Entre os sintomas, estão febre, tosse, dor no tórax, cansaço, falta de apetite, dor abdominal, alterações na urina e nos exames de sangue. A infecção hospitalar basicamente se caracteriza pela contaminação por bactérias, vírus ou fungos, ou seja, a pessoa interna por um motivo e acaba adquirindo a infecção justamente por estar em um ambiente onde existem micro-organismos circulantes de diversas procedências e, por outro lado, a administração de antibióticos de diversos tipos nas pessoas internadas. O urologista Fabio Atz fala sobre as características e práticas que contribuem para a redução do risco de infecções e das vantagens dos chamados hospitais-dia. Um dos pontos destacados por ele é o menor tempo de permanência. Quanto menos tempo o paciente fica no hospital, menos chance terá de se contaminar. Períodos mais curtos no hospital são sinônimo de menor exposição a fontes potenciais de infecção presentes em ambientes hospitalares. O ambiente controlado também é outro diferencial. Os hospitais-dia, por exemplo, são projetados para realizar procedimentos ambulatoriais e tratamentos de baixa complexidade, resultando em áreas de atendimento menos congestionadas e mais controladas. Isso ajuda a minimizar a disseminação de micro-organismos. Além disso, esses pacientes, geralmente submetidos a procedimentos ambulatoriais, têm menor chance de se expor a infecções provenientes de outros pacientes internados por condições mais graves ou transmissíveis, apresentando risco reduzido de complicações infecciosas que costumam ocorrer em cirurgias mais complexas. Prevenção A infecção hospitalar pode ter origem nos acompanhantes também. Portanto, não visite pacientes em hospitais estando gripado ou com qualquer outra doença. Além disso, parentes ou visitantes nunca devem se sentar na cama do hospital, nem mexer no soro ou em curativos dos pacientes internados. Entre os demais cuidados estão: - Prestar atenção à limpeza do ambiente - Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel - Tomar cuidado ao levar comidas e presentes de casa para o paciente - Usar máscaras, aventais e luvas quando indicado Fique atento! Bactérias resistentes são uma realidade mundial