Atualmente, estima-se que 1 milhão de jovens vivam com o vírus no País (Adobe Stock) Sinal de alerta envolvendo o HIV: o Brasil registrou aumento de 168% nos casos de infecção pelo vírus entre jovens de 15 a 29 anos nos últimos dez anos. Atualmente, estima-se que 1 milhão vivam com o vírus no País. Por outro lado, outros números trazem esperança: dados da Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo indicam que, na Capital paulista, houve redução de 45% no número de novos casos de contaminação pelo vírus HIV entre 2016 e 2022. Para a infectologista Larissa Gordilho, a diminuição mais recente dos casos de infecção por HIV em algumas cidades brasileiras, em especial São Paulo, pode ser atribuída à ampliação do acesso às medicações preventivas. Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos 12 meses, cerca de 120 mil pessoas tiveram acesso a pelo menos uma dispensação da profilaxia, sendo 91% com origem de serviços públicos. “As infecções estão diminuindo em grandes cidades como São Paulo, especialmente devido a ampliação de acesso a medicações como PrEP (profilaxia pré-exposição). O Brasil segue incorporando medicamentos mais novos, seguros, eficazes, menos efeitos colaterais e melhor posologia (menos comprimidos e menor frequência de tomadas). Todos estão disponíveis no SUS de forma ampla em todo país”, ressalta. Conforme a especialista, a PrEP envolve o uso contínuo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição para reduzir o risco de infecção pelo HIV. Quando usada corretamente, oferece proteção de até 99%. O uso é decidido em conjunto com um profissional de saúde, levando-se em conta as práticas sexuais da pessoa ou situações específicas, como entre casais em que um dos parceiros é HIV positivo e o outro não. A PEP (profilaxia pós-exposição) é uma medida de proteção urgente que deve ser iniciada em até 72 horas após uma possível exposição ao HIV. É indicada para qualquer pessoa que tenha sido vítima de violência sexual, que tenha tido uma relação sexual sem preservativo ou com preservativo rompido ou mesmo sofrido acidentes ocupacionais com instrumentos perfurocortantes. Prevenção A médica se mostra otimista com os avanços na prevenção ao vírus. “Desde o início do ano, por exemplo, diversos pacientes estão utilizando apenas um comprimido ao dia para tratamento. E seguimos com boas perspectivas de aquisição de novas tecnologias como medicamentos injetáveis de longa duração para prevenção de novas infecções”. A meta do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) do Ministério da Saúde é ampliar o número de usuários de PrEP em 140% em todo o Brasil até 2027. A ampliação do acesso a tratamentos eficazes e a incorporação de novas tecnologias são passos fundamentais nessa jornada de combate ao vírus. Como prevenir ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis): - Usar preservativo masculino e feminino e gel lubrificante - Tomar vacinas para hepatites virais e HPV - Conhecer as sorologias das parcerias sexuais - Fazer testagem regular para o HIV e outras ISTs - Tratar todas as pessoas que vivem com o HIV - Realizar Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicadas