[[legacy_image_183295]] Devido ao avanço da tecnologia, os aplicativos de relacionamento e as redes sociais passaram a formar vários casais. E com a pandemia, essas ferramentas se tornaram ainda mais importantes nesse sentido, até porque, principalmente no período de isolamento social extremo, os solteiros ficaram sem outras opções para conhecer alguém para se relacionar. Desse modo, muita gente resolveu baixar cupidos virtuais como Tinder, happn e Umatch, nem que fosse para ver como eles funcionavam. A psicóloga e terapeuta sexual Marcia Atik diz que, ao começar a usar essas ferramentas, é normal sentir uma certa ansiedade e até mesmo medo. Sem falar que, dependendo do caso, a pessoa pode ter as suas expectativas frustradas ao se deparar com perfis contendo fotos antigas ou com excesso de filtros, com usuários fakes ou que não querem nada sério. Há ainda aqueles que nem conversam quando rola o match. Outro reflexo da alta demanda registrada pelos cupidos virtuais foi a abertura de espaço para um mercado de gurus da conquista on-line, com suas “táticas infalíveis”. Ao mesmo tempo, essas ferramentas entraram no radar de golpistas e organizações criminosas. “O risco sempre vai existir. Você pode tanto se decepcionar quanto se surpreender positivamente, por ver que deu certo. O importante é tomar cuidado e não ficar achando que todo relacionamento iniciado em aplicativos ou redes sociais será ruim ou não vingará”, afirma Marcia. Neste Dia dos Namorados, fomos atrás de histórias que mostram como as redes sociais e os apps de relacionamento podem fazer a diferença na vida amorosa de alguém. [[legacy_image_183296]] Luciano e Emily“Faz três anos que conheci o meu namorado pelo Tinder e trocamos a primeira mensagem”, conta a microempreendedora Emily Domingues Costa, de 40 anos. Ela diz que, antes de conhecer o assistente de exportação Luciano Martins de Oliveira, de 43, já havia se encontrado com outros dois matches do aplicativo. “Eu e o Luciano saímos pela primeira vez em julho de 2019, uma quinta-feira fria e chuvosa. Ele me pediu em namoro no dia 15 de agosto daquele ano. E em 8 de maio de 2021, veio morar comigo”. Apesar de algumas pessoas ainda ficarem com receio de serem julgadas por terem conhecido o “mozão” na internet, Emily e Luciano se orgulham disso. “Eu falo abertamente e com orgulho sobre como conheci o Luciano. No meu caso, não sinto preconceito nenhum, muito pelo contrário. Todos se admiram por sermos um casal tão especial tendo nos conhecido por um aplicativo, ou seja, deu supercerto para nós”. Só que, por ter a consciência de que nem sempre rola um final feliz para quem busca um amor nas redes sociais ou em apps de relacionamento, Emily recorreu a algumas dicas para a paquera on-line, que, aliás, estavam disponíveis no próprio Tinder. “Eu jamais passava o meu número de telefone logo de cara. Não faltam mensagens de matches pedindo o WhatsApp. Para mim, o papo tem que ser bom primeiro no aplicativo, depois tentar avaliar ao máximo por outra rede social. Acho válido marcar os primeiros encontros em locais públicos e evitar que a pessoa vá te buscar para o date ou, então, que depois te deixe em casa. Desse modo, a pessoa, a princípio, não fica sabendo onde você mora”. [[legacy_image_183297]] José Lourenço e LucasAs redes sociais também podem contribuir com o início de uma bela história de amor. Foi o que aconteceu com o biotecnologista José Lourenço dos Santos Cunha e Silva, de 30 anos, e o publicitário Lucas Rafael Soares, de 25, que se conheceram pelo Instagram em novembro de 2020 e, hoje, moram juntos, em Santos. “Foi algo inusitado. Como tínhamos um amigo em comum e o Lucas sempre aparecia como sugestão de seguidor, eu me perguntava quem era aquele menino. O algoritmo do Instagram juntou a gente”, brinca José. “Um dia, postei story com minha afilhada, que tinha 3 anos na época, e recebi comentário do Lucas dizendo que ela era muito fofa. Foi aí que a gente começou a conversar e percebeu que tinha assunto e afinidade de sobra”, acrescenta o biotecnologista. Eles logo trocaram os números de WhatsApp e a conversa passou a ser diária. José diz que os dois tinham bastante assunto, porque possuem diversas coisas em comum. “O papo era tão bom que, na semana seguinte, a gente já estava combinando de se encontrar”. Só que, na época, cerca de 170 quilômetros separavam o casal, que se conheceu no auge da pandemia. José morava na Capital e Lucas, em Guaratinguetá (SP). Então, decidiram se encontrar em São Paulo. “Quando o Lucas contou para a irmã que ia combinar de me encontrar em outra cidade, ela ficou toda preocupada. Não pensei duas vezes: peguei o telefone, liguei para ela, me apresentei e expliquei tudinho”, comenta o biotecnologista. Cerca de dez dias depois, rolou o tão esperado date. “A gente decidiu vir morar juntos em Santos para ficar mais perto dos parentes. A família do José é daqui e eu também tinha acabado de arrumar um emprego na Cidade. Só unimos o útil ao agradável”, arremata Lucas. [[legacy_image_183298]] Gisele e Felipe“Eu entrei no Tinder, porque estava solteiro, mas não tinha esperança de dar toda a sorte que eu dei”, admite o portuário Felipe Bandeira, de 36 anos. Ele conheceu a esposa, a farmacêutica Gisele Cristina Sanches da Silva Henrique, de 33, pelo app em outubro de 2016. Depois de quatro anos de namoro, eles decidiram que era o momento ideal para juntarem as escovas e se tornarem eternos namorados. Felipe e Gisele se casaram em abril de 2020, porém a pandemia de covid-19 deu uma atrapalhada na festa, que foi adiada para abril deste ano. “No início, nós não falávamos que tínhamos nos conhecido por um aplicativo de relacionamento. Mas, hoje, a gente comenta sem problema algum”, afirma Felipe. Ele acrescenta que não sentiu medo de marcar o primeiro date com Gisele, pois tinham alguns amigos em comum. “Assim, deu uma confiança maior. O que ajudou também foi que marcamos de ir para um bar aberto e bem movimentado”. Antes de conhecer Gisele, Felipe já havia, inclusive, saído com outros matches do Tinder. Só que, apesar de não fazer tanto tempo assim, ele observa que os aplicativos de relacionamento avançaram de 2016 para cá, ganhando muitos recursos. “Mas as medidas de segurança e as precauções continuam as mesmas daquela época: sempre combine de se encontrar em locais públicos, avise onde e quando vai para alguém de sua confiança, vale até compartilhar a localização do seu date”, recomenda o portuário para quem quer se aventurar na paquera on-line. [[legacy_image_183299]] A noite de domingo por Anderson Firmino jornalistaSempre fui um cara tímido. Sim, jornalistas também podem ser tímidos. Paquerar “de modo presencial” nunca foi uma atividade tão bem-sucedida. Assim, a chegada da internet em casa, no início dos anos 2000, foi um alento. Os chats de portais eram um ponto de encontro dos mais reservados para quem, como eu, queria uma companhia. Nem sempre deu certo, mas conhecei minha ex-esposa ali. E fiz muitos amigos. Os “orkontros”, oriundos de grandes grupos locais no Orkut e realizados no CPE, em Santos, eram a extensão de bons papos on-line. Os Dias dos Namorados eram um tanto incômodos. Filmes, casais nas ruas... tudo “jogava na cara” a solidão indesejada. A tecnologia avançou junto com a expectativa por uma relação sólida e duradoura. Cortemos para o ano de 2018. Separado havia alguns meses, fui apresentado aos aplicativos de relacionamento, como Tinder, onde você escolhe e é escolhido. Num “cardápio” muito impessoal, dedos para lá e para cá, eu vislumbrava possibilidades. Mas nada de “matches”. Mudar o perfil? Contar mentirinhas para agradar? Não achava certo. Resolvi trocar de aplicativo. O nome: Jaumo. Até estendi o meu “raio de busca” para São Paulo – vai que, na Capital, tinha alguém à minha procura.... Nem precisou. Numa noite de domingo, do mês de novembro, comecei a conversar com uma professora de Santos. Foram horas de perguntas, respostas e boas impressões mútuas, num app de interface muito ruim. Logo “fugimos “para o WhatsApp. E o tal “match” se confirmou. No dia seguinte, um encontro no shopping. O beijo aconteceu. Me apaixonei pela Alexandra e seu filho, então com 5 anos – hoje, ele já tem 8. E se não fosse a tecnologia, que nos uniu, teria sido ainda mais complicado encarar a pandemia, com um período enorme sem nos vermos. Um viva às videochamadas! Desde que conheci minha namorada, as noites de domingo deixaram de ser sinônimo de algo triste. Dicas para ter sucesso na paquera on-lineAlguns cuidados se mostram essenciais para aumentar a chance de encontrar alguém nas redes sociais ou num app de relacionamento. Para dar aquela ajuda, veja as dicas de consultores do Tinder: +++ Comece pelo básico: verifique o seu perfil Hoje em dia, a verificação do perfil não é apenas para famosos. O selo azul ajuda a transmitir segurança, mostra que você é quem diz ser. De acordo com levantamento do Tinder, os usuários verificados têm mais chances de conseguir um match; +++ Experimente os recursos adicionais As redes sociais e os aplicativos de relacionamento vêm ampliando os seus recursos, inclusive, com finalidade amorosa. No Tinder, por exemplo, a seção Explorar permite buscar pessoas por meio de assuntos em comum e grupos de interesses, como empreendedores, causas sociais ou maratonistas de série; +++ Vai rolar um date? Então... Vocês deram match, a conversa por texto fluiu legal e conseguiram se conhecer um pouco mais, só que, antes de marcar um encontro, vale ter o cuidado de propor uma chamada de vídeo dentro da própria rede social ou por meio do aplicativo de relacionamento. Aí, na hora de combinar um date, marque sempre em um lugar público e bem movimentado. Planeje o seu transporte para o encontro, assim você terá o controle de como chegar e sair, e poderá ir embora quando quiser; +++ No encontro, não esqueça... Evite deixar bebidas e/ou itens pessoais expostos. Fique sempre de olho nas suas coisas. Lembre também de deixar o seu celular carregado e sempre com você.