[[legacy_image_280033]] A médica Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista pela Universidade de São Paulo (USP), explica que o relógio biológico é controlado pela região do cérebro chamada núcleo supraquiasmático. “Nós, seres humanos, fomos feitos para ficarmos acordados durante o dia e dormirmos à noite. Vários estudos têm mostrado que trabalhadores noturnos ou pessoas que sofrem de insônia ou dificuldade para dormir são mais propensos a ganhar peso e também a problemas metabólicos, como diabetes, gordura no fígado e colesterol”. A endocrinologista diz que estudo recente, baseado no conceito de alimentação com tempo restrito de oito horas, avaliou dois grupos: o de pessoas que fazem a primeira refeição às 8h e a última às 16h, e o de quem come das 12h às 20h. A quantidade de calorias entre as duas turmas se mostrou a mesma. No entanto, foi constatado que quem se alimenta mais cedo tem o metabolismo mais acelerado e, consequentemente, ganha menos peso, além de ter mais facilidade para emagrecer. “Durante o dia, nossos hormônios estão mais ativos para queimar as calorias consumidas”, ressalta a médica, que dá dicas sobre hábitos noturnos que ajudam a manter a saúde e o peso corporal: Durma de sete a nove horas por noite. Evite luz, celular e comida cerca de duas ou três horas antes de ir dormir; Após acordar, espere uma hora para se alimentar. “Logo que levantamos, a melatonina está em alta e isso atrapalha a secreção de insulina, hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue pós-alimentação”; Tenha uma janela de alimentação de oito a dez horas por dia. Esse hábito traz discretos benefícios no peso, mas grandes vantagens metabólicas, minimizando riscos de diabetes e doenças do coração, por exemplo; Faça, pelo menos, 30 minutos de exercícios por dia. Pode ser uma caminhada leve ao ar livre sob a luz solar. Isso ajuda o corpo a entender o que é dia e o que é noite.