(Adobe Stock) O Brasil registrou mais de seis mil novos casos de câncer de rim no ano passado, o que representa cerca de 3% de todos os tipos de tumores malignos urológicos. Nos últimos três anos, este tipo de câncer, que é um dos mais letais, foi responsável por 10 mil óbitos e mais de 18 mil procedimentos de nefrectomia – cirurgia para retirada de parte ou totalidade do rim – realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura, conforme alerta a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que, em parceria com a Ipsen Farmacêutica, promoveu na última semana a campanha Tratar é essencial. Viver melhor é possível. A ação de conscientização, prevenção e diagnóstico precoce ocorreu em São Paulo. O câncer de rim é mais prevalente em homens e geralmente afeta adultos acima dos 50 anos. Alguns dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do tumor são o tabagismo, a obesidade e/ou o sobrepeso e hipertensão. “O tabagismo, por exemplo, aumenta de duas a três vezes o risco de desenvolvimento da doença, já que os rins são sobrecarregados filtrando toxinas presentes na corrente sanguínea. Por isso, a importância da prática de esportes, a adoção de uma dieta alimentar saudável e de uma vida sem cigarro”, explica o urologista Roni de Carvalho Fernandes, diretor da Escola Superior de Urologia da Sociedade Brasileira de Urologia. Entre os sintomas estão dores abdominais, perda de peso, sangramento urinário, hipertensão, cansaço constante e tosse persistente. “No entanto, trata-se de uma doença silenciosa que, na maioria das vezes, apresenta sintomas inespecíficos. O diagnóstico precoce é muito importância para aumentar as chances de cura do paciente”, afirma o médico oncologista Denis Jardim, membro Comitê de Tumores Geniturinários da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Em casos iniciais, o tratamento do câncer renal costuma ser a remoção do órgão por cirurgia. No entanto, se o tumor se espalha, são necessários tratamentos adicionais que podem incluir radioterapia, terapias-alvo e imunoterapia. Doença genética afetou o cantor Chrystian O cantor sertanejo Chrystian, que fez parte da dupla com Ralf, faleceu na última quarta-feira (19), em São Paulo, decorrente de um choque séptico causado por pneumonia. Ele estava internado em um hospital na Capital e, desde fevereiro, se preparava para um transplante renal após ser diagnosticado com rim policístico. A doença renal policística (DRP) é um distúrbio genético caracterizado pela formação de múltiplos cistos nos rins, o que pode levar ao aumento do volume abdominal, infecções e dor. Esta condição pode afetar tanto homens quanto mulheres. O tratamento tem, principalmente, o objetivo de evitar complicações e, em casos mais graves, pode ser necessário um transplante renal. Chrystian estava programado para receber um rim, até o final de 2024, de sua esposa, Key Vieira, que seria a doadora. A chamada síndrome renal policística é um problema hereditário, que nada tem a ver com câncer, mas que pode levar à insuficiência renal na faixa etária após os 60 anos. A doença não tem cura e apresenta sintomas como pressão alta, dor nas costas ou nas laterais e abdômen inchado.