Os múltiplos papéis desempenhados pelos robôs em vários setores causam, na mesma proporção, um conflito (Gerada por IA) Os múltiplos papéis desempenhados pelos robôs em vários setores causam, na mesma proporção, um conflito: eles podem ser tanto aliados quanto, em certas circunstâncias, competidores. “Contudo, seu papel predominante é nos auxiliar, aumentando a eficiência e melhorando nossa qualidade de vida”, afirma o engenheiro e professor da Unisanta no curso de Sistemas de Informação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Luis Fernando Bueno Mauá. Exemplos de colaborações estão na saúde. Robôs como o Da Vinci auxiliam cirurgias com extrema precisão, enquanto o Paro, em formato de foca, promove bem-estar emocional para idosos com Alzheimer. Na educação, robôs como o NAO tornam o aprendizado de programação interativo e engajante. Em serviços, dispositivos como o Pepper atendem clientes em aeroportos e lojas, melhorando a experiência do consumidor. No entanto, em algumas indústrias, os robôs podem ser percebidos como competidores, especialmente ao substituir funções humanas em tarefas repetitivas ou perigosas. “Exemplos incluem os braços robóticos na indústria automotiva, que realizam soldagens e montagens com eficiência, e os sistemas automatizados da Amazon, que otimizam estoques e entregas”, detalha Mauá. Essa dualidade, na análise do professor, reflete o impacto da automação no mercado de trabalho. “Ainda assim, os robôs são, em sua essência, ferramentas que ampliam nossas capacidades, liberando-nos para atividades mais criativas e estratégicas”, finaliza. Já ajudam em alguns países O engenheiro e professor Luis Fernando Bueno Mauá lembra que, em países como Japão e Coreia do Sul, os robôs ajudam crianças a aprender idiomas, promovendo engajamento e interatividade. E não é só. “No Japão, hotéis como o Henn-na Hotel empregam robôs para recepção e transporte de bagagens, enquanto museus na Coreia do Sul utilizam robôs como guias interativos para enriquecer a experiência dos visitantes”, acrescenta. Mauá destaca funções dos autômatos em diferentes aplicações no setor industrial dos Estados Unidos, por exemplo, onde são considerados sinônimos de eficiência e precisão. “Fábricas como as da Tesla (fabricante de carros elétricos) utilizam sistemas robóticos para montagem de veículos, enquanto robôs de cozinha, como os do restaurante Spyce, em Boston, preparam refeições completas com consistência e velocidade”, descreve. Embora todas as áreas estejam em constante expansão, há algumas em destaque, observa o professor. “Saúde e indústria lideram em termos de demanda por robôs, devido à necessidade de precisão, segurança e eficiência. No entanto, a educação desponta como um campo promissor”, afirma.