Número de vendas e locações teve redução em agosto, na comparação com o mês de julho (Matheus Tagé/Arquivo AT) As vendas e locações de imóveis usados na Baixada Santista têm apresentado resultado positivo ao longo de 2024. De acordo com pesquisa divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), entre janeiro e agosto deste ano, as alienações acumulam variação positiva de 8,7%, enquanto os contratos de alugueis somam alta de 15,6%. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Apesar do acumulado positivo, o estudo do Creci-SP apurou que houve queda de 46% nas vendas e redução de 20,4% no volume de contratos de locação assinados em agosto, na comparação com julho. Foram consultadas 121 imobiliárias das cidades de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, dois fatores contribuíram para o resultado negativo registrado em agosto, sendo o principal deles as mudanças nas regras do financiamento de imóveis usados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). “O valor (teto), que era de R\$ 350 mil, caiu para R\$ 270 mil apenas, e o valor da entrada que era 20% do total do imóvel, passou a ser de 50%. Isso impediu que as pessoas tivessem a possibilidade de fazer negócios”, explica Viana. Segundo ele, a alta na taxa de juros também influenciou negativamente o mercado. “Todos vínhamos aguardando possibilidade de queda (da taxa Selic), o que estava dando confiança no mercado e as pessoas estavam assumindo o contrato de financiamento imobiliário. Porém, com a expectativa de aumento e posterior confirmação, as pessoas deixaram de comprar com medo da alta de juro”, lamenta o presidente do Creci-SP. “Não acredito em melhora até o fim do ano e acho que entraremos num período difícil para o mercado”, completa ele. Vendas A média de valores das casas e apartamentos vendidos no último mês de agosto ficou entre R\$ 200 e R\$ 300 mil. A maioria das casas era de dois dormitórios, com área útil de 50 m² até 100 m². Já a maior parte dos apartamentos vendidos foi de 1 dormitório, com área útil de até 50 m². Ainda de acordo com a pesquisa do Creci-SP, 39% das propriedades vendidas em agosto estavam situadas na periferia, 25,4% nas regiões centrais e 35,6% nas áreas nobres. Com relação às modalidades de venda, 21,4% foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, 23,8% por outros bancos, 14,3% diretamente pelos proprietários e 40,5% dos negócios foram fechados à vista. Locações Nos contratos de aluguel registrados em agosto pelo levantamento, a faixa de preço de locação de preferência dos inquilinos de casas e apartamentos ficou entre R\$ 1.500,00 e R\$ 2.000,00. A maioria dos imóveis alugados era de dois dormitórios com 50 até 100 m² de área útil. A principal garantia locatícia escolhida pelos locatários foi o depósito caução. Os novos inquilinos optaram por imóveis situados na periferia das cidades pesquisadas (19%), na região central (39%) e nos bairros mais nobres (42%).