Em Santos, investidores preferem imóveis para aluguel tradicional (Alexsander Ferraz/AT) O segmento imobiliário tem se consolidado, cada vez mais, como uma opção atraente para investimentos. De acordo com pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica em junho deste ano, 35% das pessoas que compraram um imóvel nos últimos 12 meses têm a intenção de utilizá-lo para locação ou revenda. A empresa de consultoria, especializada no mercado da construção civil, ouviu 1.200 pessoas em todas as regiões do País e, de acordo com o levantamento, 10% dos entrevistados compraram unidades no período. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o diretor da imobiliária R3 Real State, Sthefano Lopes, as vendas na Baixada Santista também seguem essa tendência. “O mercado está aquecido (para investimentos), principalmente a procura por imóveis menores, tipo estúdios ou com um e dois dormitórios compactos. E esses investidores têm perfis diferentes dependendo da cidade”, revela. De acordo com o executivo, os investidores que procuram por imóveis em Santos pretendem direcioná-los para locação tradicional. “Santos é uma das cidades mais valorizadas em termos de investimentos e retorno de aluguel, então eles buscam o contrato tradicional de 30 meses”, explica Lopes. “Já em outras cidades, como Guarujá e Praia Grande, os investidores buscam (imóveis de aluguel) para curta temporada, que possam ser usados em plataformas como Airbnb, com locações diárias. Isso exige um trabalho maior do investidor em termos de gestão do imóvel, mas é mais rentável sobre o valor investido”, afirma o executivo, que estima uma rentabilidade de cerca de 1,4% ao mês sobre o valor investido em unidades para essa finalidade. Já para os imóveis locados tradicionalmente, ele calcula uma rentabilidade média de cerca de 0,6% ao mês sobre o valor investido. O executivo destaca que há diferentes formas para investir. “Quando um investidor compra (um imóvel) na planta, é possível pagar cerca de 35% do imóvel durante a obra e o restante ele vai alavancar (financiar) com um banco”, exemplifica ele. “Esse investidor então vai alugar o imóvel, fazer um financiamento desse imóvel e, com o valor do aluguel ele paga as parcelas ao banco e ainda pode ter uma sobra. Ao final, ele vai adquirir o imóvel com o próprio aluguel”, resume Lopes. “O que muitas pessoas ainda não levam em consideração é que todo ano há também uma boa valorização do imóvel. É claro que isso depende do mercado, com oferta e demanda de produtos, mas esse imóvel está sempre valorizando. Então, além de receber os aluguéis, ele ganha com a valorização desse bem”, completa o diretor da R3 Real State. Em Guarujá e Praia Grande (foto), procura é por imóveis que possam ser utilizados em locações de curta temporada (Vanessa Rodrigues/AT) Liquidez Sthefano Lopes explica ainda que uma boa escolha na hora da compra garante também boa liquidez, convertendo esse ativo em dinheiro rapidamente. “Um imóvel bom, bem localizado, dentro do preço de mercado, tem uma liquidez de 30 a 60 dias. Então é importante que o investidor saiba escolher em termos de produto, preço e localização”, finaliza.